Abratel participa de debate no Senado sobre violência contra jornalistas

A Abratel participou, na manhã desta segunda-feira (7), da audiência pública sobre violência contra profissionais de comunicação realizada pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional. Na ocasião, representantes do setor debateram dados e soluções para o enfrentamento do problema no Brasil e nos outros países.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em um período de quatro anos, 530 jornalistas foram assassinados no mundo. De janeiro a maio deste ano, dois profissionais da mídia também foram vítimas de assassinato no Brasil: em 16 de janeiro, Ueliton Bayer Brizonin foi assassinado em Cacoal, Rondônia, na região Norte, estado também pertencente à Amazônia Legal; e no dia seguinte, 17 de janeiro, o apresentador de uma rádio local, Jefferson Pureza Lopes, foi assassinado em Edealina, em Goiás.

O representante da Abratel, o jornalista Paulo Pimenta, lembrou que um dos primeiros passos é entender que essa violência é uma luta contra conceitos e não contra pessoas, uma luta contra intolerância e ignorância. “A gente sempre vai esbarrar em uma questão pura e simples: o que falta mesmo é educação. Falta educação para as pessoas entenderem qual é o ofício dos jornalistas e para entender a contribuição que a comunicação tem para construção de uma democracia”, ratificou.

Ainda sobre intolerância, a jornalista Ana Dubeux, diretora de Redação do Correio Braziliense, afirmou que esse poderia ser um dos motivos para os ataques à imprensa. “Nossa principal missão é informar e não agradar. E muitas pessoas querem ser agradadas. Essa não é nossa função. Não é para isso que a gente trabalha. Sem liberdade de imprensa, a democracia não existe”, enfatizou.

Para o conselheiro João Camilo, “a violência já é terrível em qualquer esfera, seja lá contra quem for, mas contra o profissional de comunicação ela é duplamente terrível porque ela fere a pessoa e fere a democracia.”

A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Maria José Braga, apresentou dados e algumas propostas de soluções para o problema da violência contra profissionais da  comunicação e alertou: “o jornalista no exercício de sua profissão é um defensor do direitos humanos.”

O CCS

Órgão auxiliar do Congresso Nacional, O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional está previsto no artigo 224 da Constituição e é formado por 13 membros titulares e 13 suplentes. O CCS tem o objetivo de orientar os parlamentares sobre temas ligados à comunicação por meio de estudos e pareceres.

Por Assessoria de Comunicação da Abratel