Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Next neutrality: por esse ideia pode impactar a relação entre telecomunicações e empresas da internet

Data: 29/6/2022
Veículo: Consumidor Moderno

Durante Painel Telebrasil Summit 2022, Alberto Griselli, presidente da Tim, falou sobre a importância do equilíbrio entre operadoras de telecomunicações e as empresas de internet, as OTTs. A solução seria a next neutrality

Já faz algum tempo que o setor de telecomunicações pede maior equilíbrio na relação com as empresas que utilizam a internet, as chamadas Over-The-Top (Netflix, Spotify, redes sociais e outras). Uma queixa recorrente é que o faturamento das empresas digitais está baseado na internet, logo deveriam ajudar na modernização da infraestrutura da rede de computadores.

Nesta terça-feira (28), há pouco mais de um mês da entrada do País na era do 5G no País, o assunto está de volta e com alguns elementos adicionais.

Durante o Painel Telebrasil SUMMIT 2022, Alberto Griselli, presidente da Telebrasil e da TIM Brasil, foi quem falou sobre o tema.

“Nós, operadoras, investimos na rede, remuneramos toda a cadeia downstream, os provedores de infraestrutura, os fabricantes, e habilitamos que as OTTs rodem em cima de nossas redes. Quase 80% do tráfego é de OTTs, mas sofremos duas assimetrias, na distribuição de valor ao longo da cadeia e na regulação diferenciada”, apontou Griselli.

Investimentos e next neutrality

Griselli lembrou dos investimentos do setor no constante aprimoramento da internet. Ele também citou a projeção de gastos com a implementação do 5G.

“O investimento global anual do setor de telecom é de US$ 180 bilhões, sendo que nos próximos cinco anos vai chegar a US$ 1 trilhão para implantar o 5G. Mas sofremos duas assimetrias: a primeira é a distribuição do valor ao longo da cadeia. Nos últimos 10 anos, telecom perdeu 45% de profit share’(participação nos lucros) distribuído ao longo da cadeia para demais atores”, destacou Griselli.

Por fim, o executivo citou as diferenças de regulação entre operadoras e OTTs, destacando inclusive as normas que regulam o relacionamento com o cliente. Para mudar esse cenário, ele defendeu a chamada next neutrality ou a próxima neutralidade que considere o equilíbrio entre todos os atores do ecossistema.

“Temos bastante regras regulando nosso relacionamento com o consumidor, enquanto as OTTs têm poucas regras. Existe oportunidade maior de diferenciação de serviços. Temos oportunidade de aterrissar R$ 590 bilhões de valor incremental para a economia e sociedade brasileira nos próximos anos eliminando essas assimetrias”, completou o executivo.

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