Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Abratel debate digitalização do rádio no Senado

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) participou nesta terça-feira (17) de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) a respeito do tema “Digitalização do sistema radiofônico brasileiro”. A audiência foi solicitada pelos senadores Aníbal Diniz (PT-AC) e Luiz Henrique (PMDB-SC).

A Abratel foi representada por André Felipe Seixas Trindade, engenheiro de sistemas de comunicação da entidade. Em sua explanação Trindade apresentou um panorama da atual situação do rádio Brasil bem como as preocupações dos radiodifusões com a nova tecnologia. “Além de uma linha de crédito especial para auxiliar os radiodifusores nessa adaptação, é necessário que a indústria seja estimulada a produzir novos receptores, equipamentos de qualidade, e com preço acessível para que a população possa ter condições de receber o sinal digital”, disse.

A apresentação da associação contou com uma comparação entre os dois sistemas que podem ser adotados pelo Brasil no processo de digitalização do rádio: HD Radio e DRM.  Ao apresentar os prós e contras dos dois modelos, Trindade ressaltou a importância da realização dos testes. “O objetivo é estabelecer um padrão que atenda os radiodifusores no que tange à prestação de um serviço de qualidade à população. Daí a importância da migração da faixa AM para FM, algo defendido e conquistado pela Abratel. Dentro disso, os testes são essenciais para garantir que não haverá interferência ou qualquer prejuízo para a radiodifusão e sociedade”.

De acordo com o engenheiro da Abratel, o rádio tem que ser pensado de forma ampla, que garanta seu futuro. “É essencial encontrar um modelo de negócios que deixe o rádio viável. Algo que atraia novos ouvintes e torne esse meio de comunicação um negócio sustentável. Que traga segurança para o radiodifusor e garanta a continuidade desse meio de comunicação tão popular e importante. Precisamos de uma política industrial que ajude o trabalho desenvolvido no rádio. Sem isso, o radiodifusor fica sem base para apoiar ou não o processo de digitalização”, afirmou Trindade.

Segundo Octavio Penna Pieranti, diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações (Minicom), testes técnicos estão sendo executados, em parceria com as emissoras, para verificar o desempenho dos modelos existentes, visando eliminar a interferência sobre o sistema analógico, causada pelo sistema digital. “Nosso trabalho está sendo pautado, exatamente, na execução de testes que visam a identificação da interferência e estudos técnicos que objetivam a eliminação desse problema”, informou Pierantti.

Os senadores Anibal Diniz e Luís Henrique comentaram as apresentações. Diniz, especificamente, cobrou mais investimento do governo para a radiodifusão. “É inconcebível que falte uma política pública e industrial de apoio a um veículo de comunicação tão importante como o rádio”, declarou o senador.

Além da Abratel e do Minicom, participaram do debate Monique Cruvinel, gerente de engenharia da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão; Bráulio Ribeiro, chefe de gabinete da Diretoria Geral da Empresa Brasileira de Comunicação; e Pedro Martins, representante no Brasil da Associação Mundial das Rádios Comunitárias. A audiência foi presidida pelo senador Zezé Perrela (PDT-MG).

Por João Camilo
Ascom – Abratel

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