Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Abratel fala sobre o futuro do rádio no Brasil

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) esteve no último dia 14 ministrando uma palestra a convite da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), a respeito do futuro do rádio no Brasil.

A apresentação foi realizada pelo consultor técnico da Abratel, o engenheiro de comunicações, André Felipe Trindade, que destacou a migração do rádio AM para FM. Demanda recente da Abratel junto ao Ministério das Comunicações (Minicom).

Trindade alertou sobre a necessidade urgente da mudança de ondas médias (AM) para frequência modulada (FM). “A migração é vital para a manutenção de mais de 1700 rádios AM, que geram milhares de empregos em todo pais. Outra preocupação é a qualidade do sinal que chega à população, levando em consideração que a AM está mais suscetível a ruídos decorrentes da urbanização”, declarou.

O Minicom, representado por meio do diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica, Octavio Pieranti, aproveitou a audiência para apresentar os resultados dos testes já realizados a respeito da digitalização. Entretanto, Pieranti acrescentou que novos testes ainda serão realizados pelo ministério antes da migração.

Posicionamentos

A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (ARMAC) representada por Arthur William, questionou os resultados dos testes realizados pelo Minicom e criticou a falta de participação acadêmica no Conselho Consultivo de Rádio Digital.

A Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB) questionou a pouca transparência do Conselho Consultivo. Indagou, ainda, a ausência de testagem com ondas curtas.

O Movimento Nacional de Rádios Comunitárias (MNRC) representado por Jerry de Oliveira, ressaltou que a migração irá beneficiar o padrão americano de HD Rádio e que o marco regulatório deverá ser revisto. Oliveira pediu também que seja levado em consideração um modelo de proposta de rádio latino americano, que privilegia menos o aspecto comercial e valoriza o social.

 

Por João Camilo
Ascom Abratel
Com a Colaboração de André Felipe Trindade
Foto: Rafael Walace/Alerj

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