Data: 13/02/2023
Veículo: R7
Dia Mundial do Rádio é comemorado nesta segunda (13); livre e gratuito, rádio é ouvido por 83% dos brasileiros
Mesmo com o crescimento do uso de redes sociais, o rádio ainda é o meio de comunicação mais popular do país. Segundo uma pesquisa realizada pela Kantar IBOPE Media, o rádio é ouvido por 83% da população brasileira, ou seja, oito em cada 10 brasileiros têm o hábito de escutar música ou notícias por meio das ondas radiofônicas.
A revolução que o rádio promoveu na forma de se comunicar é relembrada nesta segunda-feira (13) na 12ª edição do Dia Mundial do Rádio, data proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que a cada ano, escolhe um tema diferente para a celebração da data.
Em 2023, o tema do dia é Rádio é Paz, como uma forma de destacar que, por ser um meio democrático de informação, entretenimento e interação, o rádio alcança até os públicos mais vulneráveis. Além de também auxiliar a solucionar conflitos, intermediar crises humanitárias e apoiar a reconstrução estados e países em situações de desastres.
Para o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Márcio Novaes, a ligação entre Brasil e a comunicação via rádio é muito forte. “Eu acho que o Brasil tem feito um trabalho interessante, forte e importante ao fazer a migração das rádios AM pra FM, em que o ouvinte ganha em qualidade de som e consegue ter uma recepção mais segura. O Brasil permanecerá na vanguarda porque é apaixonado por comunicação, por futebol e por notícia, e a vida do rádio é isso”, opina o presidente.
Novaes acredita que o rádio tem sobrevivido e se adaptado ao surgimento de novas tecnologias. “Sem dúvida, o rádio é o veículo mais popular, independentemente de internet. É uma invenção de mais de 200 anos e está presente na vida e no dia a dia das pessoas, seja no entretenimento, no esporte ou na informação. Muitas vezes, o rádio chega a salvar vidas”, reflete Novaes.
O presidente afirma que o atual momento tecnológico e digital não substitui a presença do rádio, mas, muito pelo contrário, ajuda a fortalecê-lo. “Os desafios do rádio no Brasil são os desafios do rádio no mundo todo: torná-lo mais dinâmico no que diz respeito ao acesso — e nisso a internet tem ajudado muito, na medida em que conseguimos acessar as rádios mesmo distante da geradora e da torre de transmissão. Hoje, podemos ouvir rádios do mundo inteiro pela internet. Eu acho que o grande desafio é manter a qualidade do rádio e da informação”, afirma.
De acordo com o Ministério das Comunicações, o Brasil tem cerca de 5,1 mil rádios comerciais (3.499 na banda FM; e 1325 nas bandas AM, entre ondas médias, curtas e tropicais). Há, ainda, cerca de 700 rádios educativas; 458 rádios públicas; e 4.634 rádios comunitárias.
Em relação à migração das rádios AM para a frequência FM, Novaes destaca que o trabalho tem sido feito com cuidado. “A pauta prioritária da Abratel é a própria pauta do rádio, como ampliar a migração das rádios AM para FM, obviamente com todo o cuidado para que as rádios AM de ondas curtas continuem a existir”, observa.
O presidente defende a importância das rádios AM em relação ao alcance desse tipo de ondas, “principalmente num país como o nosso, com regiões longínquas e com densidade populacional baixa.” “É muito importante termos essa possibilidade tecnológica que o rádio oferece há muitos anos e é necessário que assim permaneça”, completa.
Novaes destaca a audiência do rádio no Brasil. “As pessoas continuam a sintonizar e é importante trazer novas oportunidades para divulgação e comercialização de produtos, ou seja, da propaganda no rádio. O rádio é um instrumento maravilhoso, que merece atenção, para ser um produto cada vez melhor, mais dinâmico e, principalmente, levando informação correta e verdadeira, praticando bom jornalismo”, conclui Novaes.