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Só o governo tem pressa para licitar 700 MHz

Só o governo tem pressa para licitar 700 MHz

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O Ministério das Comunicações e a Anatel reforçaram neste Futurecom 2013 o ritmo acelerado das preparações para a oferta da faixa de 700 MHz para as operadoras móveis – e, naturalmente, o destino que será dado às emissoras de televisão que hoje fazem uso desse espectro. O curioso, no entanto, é que a pressa parece estar toda com o governo – teles e tevês preferiam ter mais tempo.

“Entendemos que há ainda muito trabalho a ser feito no 3G, para garantir a qualidade que todos querem”, destacou o presidente da Embratel, José Formoso. “Não é uma questão que urge”, completou o executivo, que também preside a associação nacional das operadoras, Telebrasil.

Formoso não está pregando solitariamente. Em maior ou menor grau, as operadoras estão mais focadas nas obrigações já assumidas, inclusive por conta da licitação da faixa de 2,5 GHz (associada aos 450 MHz), realizada há pouco mais de um ano.

“O governo decidiu que a oferta do 4G se daria na faixa de 2,5 GHz e são essas obrigações que estão no nosso foco por enquanto. Até porque a faixa de 700 MHz não deverá estar disponível nas principais cidades no curto e talvez nem no médio prazo”, avaliou o presidente da Vivo, Antonio Carlos Valente.

Da parte dos atuais ocupantes da faixa, o ritmo já provocou até algum desgaste. Há duas semanas, os radiodifusores acusaram o Minicom de ‘quebra de confiança’ pela tentativa de avançar na costura do edital antes de solucionadas as questões mais sérias, como a interferência do 4G na TV e vice-versa.

Janeiro

Nada disso, no entanto, parece ter impacto significativo na ‘meta’ de que o leilão seja realizado o quanto antes. “Achamos que o momento de fazer é o ano que vem”, reafirmou o presidente da Anatel, João Rezende, ao discutir o tema em painel do Futurecom.

Segundo ele, as questões técnicas estarão resolvidas à tempo para isso. “Tudo terá que estar pronto até janeiro para garantir que as duas industrias convivam juntas. Estamos comprometidos com o cronograma que apresentamos e não pretendemos de forma nenhuma retardar esse processo”, insistiu.

Essa toada é compartilhada com o secretário executivo do Minicom, Genildo Lins, que igualmente entende que “é o momento da licitação”. “Estamos com um cronograma bem apertado tanto para o governo como para os setores envolvidos, e a ideia é fazer no primeiro semestre do ano que vem.” 

Por Luís Osvaldo Grossmann
Convergência Digital

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