A partir deste mês, o Ibope Media Lab começa a entregar uma nova medição de audiência de TV: aquela que resulta de programas gravados pelo telespectador em aparelhos do tipo DVR para serem vistos fora de seu tempo real. É o início da medição do chamado Time Shifted Viewing (TSV), que mais tarde há de somar dados de vídeo sob demanda (via TV e streaming) e dados da televisão vista pelo celular.
Nesta primeira fase, a aferição consolida os resultados de audiência da programação gravada e assistida posteriormente à audiência já mensurada no Rio de Janeiro e em São Paulo e é destinada apenas às emissoras de TV. Só a partir de 2015, o instituto prevê que esses dados sejam oficialmente disponibilizados para todo o mercado, incluindo então agências de publicidade, e expandidos para as 15 praças que compõem o Painel Nacional de TV (PNT) do Ibope.
Também está previsto para 2015 o levantamento que consolidará o consumo da programação de TV sob demanda, o chamado Catchup TV.
A ideia é que até o final do ano que vem, todos esses dados sejam balizados em um único relatório, para que emissoras e agências possam negociar com base em um painel completo do consumo de conteúdos.
Além da urgência em acompanhar o avanço do consumidor brasileiro no acesso à tecnologia, o Ibope cumpre a meta de se antecipar à chegada de um novo concorrente no ramo, o instituto alemão Gfk, que já começa a operar no País e deverá entregar seus primeiros dados até o fim do primeiro semestre de 2015.
O Estado de S.Paulo
Cristina Padiglione