Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, o diretor para a América Latina e Caribe da 4G Americas, José Otero, diz que a União Internacional de Telecomunicações recomenda para 2015 a destinação de 1300 MHz por país para a banda larga móvel. E que aqui na região, o Brasil, que lidera esse segmento, disponibiliza 530 MHz.
Otero lembra que na Argentina esse montante cai para 156 MHz. “E precisamos avaliar ainda que no Equador uma única operadora tem o dobro de espectro que a sua concorrente e sem usar. Não é só uma questão de ter espectro, mas também de regulação”, diz. Para Otero, a massificação do 4G esbarra, exatamente, na ausência de frequência livre.
O executivo salienta que o Brasil recém-licitou a faixa de 700 MHz, considerada apropriada para o 4G, mas terá um processo lento ‘e muito caro’ de desocupação da faixa para o começo das ofertas comerciais. “Os consumidores não sabem por que o leilão aconteceu agora e o LTE só estará disponível dentro de quatro anos”, avalia. Otero também fala sobre o desenvolvimento do 4G em 2,5 GHz na região e explica o porquê de a faixa de 450 Mhz não atrair as operadoras. Assistam.
Convergência Digital
Ana Paula Lobo e Pedro Costa