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“A espionagem ultrapassou limites”

“A espionagem ultrapassou limites”

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Por Ligia Aguilhar

Ex-coordenador de cibersegurança do governo norte-americano, Howard Schmidt se aposentou no ano passado. No início da carreira, trabalhou para Microsoft e eBay, antes de se tornar o número 2 da segurança cibernética do governo George W. Bush. Em 2009, foi nomeado por Barack Obama para liderar o programa de segurança digital dos EUA. Na semana passada, falou ao Link após a Cúpula Mundial de Políticas Públicas de TI.

Como avalia a postura do Brasil diante do escândalo da espionagem norte-americana?
Faz parte da responsabilidade de toda nação proteger os seus cidadãos contra a coleta de dados por sistemas de inteligência. O que me surpreende, se tudo isso for verdade, é por que fazer isso contra amigos? Precisamos olhar para as normas internacionais e estabelecer o que é aceitável. Se o que eu li na mídia (sobre a espionagem) for verdade, acredito que ultrapassou os limites.

Você opinou sobre esse assunto enquanto trabalhava para no governo americano?
Nunca participei de nada que a inteligência fazia. Meu trabalho era tornar a vida deles mais difícil aumentando a segurança. Mas sempre disse que não é por que você pode fazer algo, que deve fazer.

As revelações do Snowden podem levar a uma ciberguerra?
Não, mas me preocupo com a militarização da internet. Há 27 nações que criaram cibercomandos, que são unidades militares especializadas em explorar vulnerabilidades das redes e criar coisas que podem destruir a infraestrutura de outra nação. Temos que nos mover rápido para criar normas no ciberespaço.

Qual o modelo ideal de regulação da internet?
Nos últimos dez anos, órgãos como a ICANN adotaram o modelo multissetorial e essa é a coisa certa a fazer.

Falta consciência nas pessoas sobre os riscos da internet?
Você não compraria um carro sem cinto de segurança, mas fazemos o equivalente a isso na internet. A maioria dos computadores vêm com antivírus gratuito instalado, mas em vez de pagar uma assinatura para aumentar a proteção, a maioria usa o seu dinheiro para comprar um novo jogo.

O EUA estão prontos para dar um passo atrás na vigilância?
Espero que sim. As pessoas que realmente entendem o que acontece vão querer mudanças. Soube pela mídia que o presidente (Obama) criou um comitê para avaliar o que precisa ser mudado e tem sugerido o fim de muitas dessas atividades (de vigilância). Acredito que nós (EUA) estamos prontos. Os cidadãos estão prontos.

 

O Estado de S.Paulo

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