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Agência britânica quer quadruplicar preço de licenças de espectro

Agência britânica quer quadruplicar preço de licenças de espectro

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No Reino Unido, o modelo de licenciamento de espectro é diferente do brasileiro – em vez de pagamento único, as operadoras precisam pagar taxas anuais. A questão é que a agência reguladora britânica Ofcom propôs em outubro um modelo de revisão de licenças nas faixas que antes eram utilizadas para 2G, mas hoje passaram por refarming e são oferecidas para serviços LTE. E a ideia é reajustar para o valor que esse espectro tem hoje, aumentando exponencialmente o valor combinado pago pelas operadoras: de 24,8 milhões de libras (US$ 41,2 milhões) pelo 900 MHz para 138,5 milhões de libras (US$ 229,9 milhões, aumento de 558,47%), e de 39,7 milhões de libras (US$ 65,9 milhões) para 170,4 milhões (US$ 282,8 milhões) para a faixa de 1.800 MHz (aumento de 429,22%).

Naturalmente, as operadoras não iriam engolir a seco e já demonstraram insatisfação. Nesta quinta-feira, 23, o chefe-executivo de regulação da associação GSMA, Tom Phillips, declarou em comunicado que essa correção de valores poderia prejudicar ainda mais a popularização do serviço 4G na Europa, que ainda continua bem atrás de mercados como Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

“A GSMA está preocupada que a proposta da Ofcom de mais do que quadruplicar (individualmente para cada tele) as taxas anuais de licença (…) vá colocar em risco a habilidade das operadoras móveis em atualizar as redes para serviços 4G no Reino Unido”, afirmou, citando levantamento da própria entidade que diz que o LTE respondia por 19% de implantação nos EUA contra menos de 2% na União Europeia. “Melhoria na implantação do 4G só pode ser realizada com investimentos da indústria para longo termo. Qualquer demora no roll-out do 4G poderia colocar os negócios do Reino Unido em uma desvantagem internacional”, diz Phillips.

De acordo com a empresa especializada em análise de mercado europeu de telecomunicações Enders Analysis, a Ofcom até poderia procurar reajustas as taxas, já que o valor de mercado do espectro cresceu significativamente do 2G para o 4G, mas o preço estipulado no plano da agência britânica estaria “mais de três vezes acima de nossa visão”. Com isso, os analistas da companhia afirmam que a indústria acabaria pagando 4,5 bilhões de libras extras (US$ 7,47 bilhões).

Da Redação do Teletime  

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