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Após reduzir mortes de jornalistas, liberdade de imprensa melhora no Brasil, aponta SIP

Após reduzir mortes de jornalistas, liberdade de imprensa melhora no Brasil, aponta SIP

O mais recente relatório da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), divulgado no último domingo (19/10), apontou uma melhora na liberdade de imprensa no Brasil. Segundo o documento, “não foram registrados casos de assassinatos a jornalistas”.

De acordo com a EFE, a SIP alertou para os casos de agressões. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) têm registr ados 48 casos de ataques contra profissionais de imprensa.

Produzido pela Comissão de Liberdade de Imprensa, o relatório é discutido na 70ª assembleia geral da SIP, em Santiago, no Chile. “Depois de uma série de denúncias de corrupção na imprensa que envolviam a Petrobras, a maior empresa estatal do Brasil, membros do partido governante começaram a falar do ‘golpe midiático’ ou ‘conspiração midiática’ para intervir nos resultados das eleições no Brasil”, ponderou a entidade.

O documento destaca o aumento dos casos de censura judicial nos períodos pré-eleitorais a cada dois anos e analisa que “as decisões judiciais deste tipo, feitas por juízes de primeira instância, são inconstitucionais e revistas por tribunais superiores, que nem sempre reparam no dano causado ao direito dos brasileiros a serem informados”.

O relatório da SIP lembra de casos como o da revista IstoÉ, retirada de circulação a pedido do governador do Ceará Cid Gomes, que alegou difamação e danos morais depois de receber um e-mail sobre o artigo em que era mencionado como um dos beneficiados nas irregularidades administrativas da Petrobras.

Retrocesso na América Latina

A entidade aproveitou para denunciar o retrocesso da liberdade de imprensa na América Latina e o crescimento das agressões a jornalistas na região, que somam 11 mortos no último semestre. As agressões também aumentaram.

Além do Brasil, países como a Colômbia, Bolívia e Estados Unidos estão na lista. Os atos, segundo o estudo, ocorrem tanto pela cobertura de processos eleitorais quanto de manifestações nas ruas. A violência e insegurança são algumas das principais ameaças ao jornalismo. A Sociedade menciona como exemplos o México, a Colômbia e Honduras, onde os casos costumam ficar impunes.

A monopolização dos meios para a promoção oficial como os “órgãos de controle” estabelecidos na nova lei de comunicação no Equador ou a autocensura e escassez de papel na Venezuela integraram as questões criticadas pela entidade.

Portal Imprensa
Da Redação

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