Associação Brasileira de Rádio e Televisão

BRB criará banco digital com empresa de telecomunicações

Data: 22/11/2021
Veículo: R7 Record

Em entrevista ao R7, o diretor-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, falou dos planos de criar três bancos digitais

Com bons resultados econômicos no terceiro trimestre de 2021, o BRB se prepara para cumprir um cronograma de expansão. Terá como desafio o cenário econômico para 2022, que não promete facilidades. Ainda assim, a instituição bancária estuda lançar uma série de bancos digitais — fará uma parceria com uma empresa de telecomunicações e outra de tecnologia —, além de um banco digital próprio e do que já tem com o Flamengo.

Os nomes das empresas não foram revelados. De acordo com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em entrevista exclusiva ao R7, é cedo para dizer quais dos negócios virão com a marca do banco e quais terão marca própria. A expectativa é que a experiência da instituição com o modelo tradicional possa oferecer mais serviços que os bancos digitais que existem hoje. A modernização é justamente um dos desafios da instituição, que batalha por um lugar de mais importância nacional no mercado financeiro.

 

Costa explicou que o BRB atuará em duas frentes. Uma é a do banco tradicional, focada em uma expansão regional, focada nos créditos consignado, imobiliário e rural e na venda de seguros e cartões. A outra é a digital, lançando um banco próprio, além do que já tem com o Flamengo, e outros bancos em parceria com empresas do setor digital. “É um caminho de modernização e ocupação do território nacional pelo BRB”, afirmou.

Paulo Henrique Costa também comentou os impactos da pandemia sobre o BRB. O banco já executava o plano de expansão, que acabou refreado com a necessidade de isolamento social, que inviabilizou o andamento do projeto. “Nosso planejamento teve que ser modificado. O BRB vinha em um processo de expansão de agências para vários estados, fechando parcerias importantes que tivemos que segurar e que não puderam avançar, seja pelo isolamento social, seja pelas restrições às viagens”, recordou.

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Por outro lado, foi a partir da crise que o BRB passou a investir mais no banco digital. “A pandemia permitiu que a gente fizesse uma parceria de sucesso com o Flamengo, que fez com que abríssemos 2,6 milhões de contas e nos tornássemos um banco conhecido, e esse aprendizado do banco digital vai ser levado para os banco digital próprio do BRB e para as nossas operações do dia a dia do banco tradicional”, explicou.

Outro tema abordado foi o dos programas sociais. Na pandemia, o BRB operacionalizou 18 programas que atenderam 376 mil famílias com um investimento de cerca de R$ 425 milhões. “A gente considera isso de extrema importância, seja pelo significado, pelo bem que faz à população, mas também pelo entendimento de que o banco público vai muito além do banco tradicional. Precisamos cumprir esse papel social de melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou Costa.

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