Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Huawei e Unesco apontam déficit de formação em tecnologia como desafio para América Latina

Data: 28/11/2022
Veículo: Teletime

A Huawei realizou esta semana, na Cidade do México, ICT Talent 2022, evento organizado em parceria com a Unesco e a agência EFE sobre capacitação e formação de profissionais para a área de tecnologia da informação. O evento reuniu autoridades do setor de educação, universidades e empresas do setor de TICs da América Latina.

Uma das conclusões do evento é que existe uma grande defasagem entre a demanda de profissionais e a capacidade de formação das escolas técnicas, universidades e institutos públicos e privados na região. São cerca de 2,5 milhões de profissionais demandados em toda a região da América Latina até 2026. Se esse déficit não for coberto, há uma expectativa de perda de US$ 50 bilhões em PIB potencial da região.

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Claudia Uribe, diretora da OREALC-UNESCO
Essa necessidade de formação  de profissionais em TICs tem motivado várias iniciativas da Huawei. Para Zhou Danjin, presidente da Huawei para a América Latina. ” A Huawei tem 200 mil colaboradores no mundo, metade deles está na área de pesquisa e desenvolvimento. Para nós, ter profissionais em ICT é essencial”, explicou. “Por isso entendemos a importância de talentos e estamos investindo no desenvolvimento de novos profissionais” . Segundo Zhou Danjin, “o que descobrimos é que não basta ter tecnologias, precisamos de talentos que ajudem a prover os serviços para nossos parceiros, ajudá-los a desenvolver seus serviços”. 

Segundo Cláudia Uribe, diretora da OREALC/Unesco, estudo do World Bank para a América Latina mostra que a quarta  revolução industrial se acelerou, graças à digitalização, “mas 3 de cada 10 empresas de tecnologias não encontram profissionais nas áreas de tecnologia que precisam, e apenas um terço das pessoas formadas nessas áreas são mulheres”.

Segundo ela, os relatos são parecidos em todos os países: na Colômbia há um déficit de 200 mil profissionais TICs, e no Brasil o déficit é de 66% em TICs, para uma média de 48% na América Latina como um todo. ” É um cenário que pressiona os nossos sistemas de informação e educação digital” , disse ela.

Segundo Cláudia Uribe, há muitos países com marcos de qualificação em TICs, “mas no geral a implementação está muito deficiente. Segundo ela, é importante que haja financiamento, infraestrutura e equipamentos tecnológicos são essenciais para as agendas nacionais de formação de capital humano”.

Segundo Uribe, a Unesco, em sua estratégia para 2029, pede para que se priorize as populações marginalizadas e excluídas na formação tecnológica. “Mas para formação digital é preciso uma formação básica em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e que todos tenham acesso a essa formação. Por isso a importância desse alerta aos sistemas formativos para que olhem para a capacitação básica”, diz a diretora da Unesco.

“É importante assegurar a troca de informação entre vários setores, a preocupação com o ambiente, a criatividade que a diversidade proporciona. As alianças entre setor público e privado para a formação de profissionais são fundamentais, porque as experiências dos setores de tecnologias são valiosas (para os estudantes). Por isso convidamos as empresas a ampliarem as suas iniciativas de capacitação. A nossa capacidade de resolver crises quando os diferentes setores cooperam e se juntam para enfrentar os problemas” , diz ela.

Para enfrentar o desafio da formação de novos profissionais, a Huawei atua em algumas frentes. O programa Seeds for the Future promove intercâmbio de estudantes com formação em tecnologia e que já ajudou a formar 1800 profissionais. Outro programa é ICT Academy, de parcerias com universidades (cerca de 400 convênios em todo o mundo), com mais de 55 mil profissionais beneficiados.  E há ainda uma série de programas de premiação e incentivos para projetos de start-ups e pesquisas inovadorsas.

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