Na última terça-feira (25/11), o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) realizou a cerimônia anual de entrega do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa 2014, em Nova York (EUA). Profissionais de todo o mundo local discutiram os riscos da cobertura jornalística da guerra na Síria e do Estado Islâmico.
Segundo o Huffington Post, Alberto Ibargüen, presidente da Fundação Knight de Jornalismo, disse que “existe uma nova guerra contra os jornalistas”. Hoje em dia, ele afirma, “terroristas não matam repórteres para censurar a notícia, mas para criar a notícia”.
Ibargüen se refere aos vídeos divulgados pelo Estado Islâmico com a decapitação de jornalistas norte-americanos, como James Foley e Steven Sotloff. Os pais do primeiro, Diane e John Foley, também estiveram no evento. “Nós passamos a entender o quanto a liberdade é importante para proteger a imprensa”, disse a mãe do repórter.
Christiane Amanpour, chefe dos correspondentes internacionais da CNN, disse que os jornalistas tiveram que “pagar o preço pelo fracasso das autoridades em agir na Síria”. Para ela, o Estado Islâmico é o grupo mais “brutal e abominável” que o mundo já conheceu. “Pensamos que a Al Qaeda era ruim, mas o EI é a mais profunda depravação. Nossos jornalistas pagaram com suas vidas”, afirmou.
Além de premiar profissionais do Irã, África do Sul, Burma, Rússia e Vietnã, o evento também levantou fundos para as campanhas do CPJ em defesa da liberdade de imprensa no mundo.
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