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Excesso digital e nostalgia do analógico

Excesso digital e nostalgia do analógico

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No primeiro trimestre deste ano, a JWT Intelligence realizou um estudo com duas mil pessoas da Grã-Bretanha, Brasil e Estados Unidos sobre a relação das pessoas com o digital e o analógico e os resultados fizeram o braço de pesquisa da agência batizar o estudo como “A Redescoberta do Analógico”. O questionário da pesquisa foi desenvolvido pela equipe de Nova Iorque em parceria com Frank Rose, autor de “A arte da imersão: como a geração digital mudou Holywood, a Madson Avenue e a forma de contarmos histórias” e correspondente da revista Wired.

Nos três países, a maioria dos pesquisados disseram usar mais a internet que canais off-line para fazer tarefas como pesquisar produtos antes da compra, jogar, pagar contas, mostrar fotos, comprar livros, ler notícias e ouvir música.

O estudo apontou, ainda, que os brasileiros são os mais exagerados, seja na adoção do digital seja na necessidade de vínculos com o analógico, do qual sentem falta até das imperfeições (encaradas como fator que confere autenticidade aos objetos). Isabella Mulholland, diretora geral de planejamento da JWT Brasil, destaca o fato de que uma parte significativa das pessoas quer voltar para o que consegue tocar e isso é muito claro em categorias que mais passaram pelo processo de digitalização, como música, literatura e papelaria. Um exemplo do primeiro caso é o fato de a Fnac ter aberto em 2011 uma seção de vinis. Naquele ano, ela representava 2% do faturamento da loja, hoje, 10%. A Polysom, que havia sido fechada em 2007, está de volta, produzindo vinis.

Nos Estados Unidos, Isabella cita o caso do e-commerce Fab.com: sempre que um novo cliente fazia uma compra recebia do presidente da loja uma carta de boas vindas, manuscrita. Em Paris, a Louis Vuitton lançou uma linha de produtos de papelaria que tem um lugar especial – a Cabinet d’Ecriture – nas boutiques da marca na cidade.
As pessoas tendem a romantizar o que é físico; 76% dos brasileiros consideram ser mais significativo receber de alguém um livro físico que ganhar um e-book.

Além de nostalgia, a adoção de versões físicas de objetos dos quais as pessoas efetivamente não precisam mais – como um relógio de pulso – é encarada pelos participantes da pesquisa como mostra de originalidade, estilo do dono. “Como mais categorias vão se tornar digitais, as empresas devem estar atentas a isso. Ter um viés mais físico e tátil para gerar envolvimento emocional ao consumidor”, alerta Isabella.
Há quem esteja criando produções físicas a partir da vida das pessoas nas redes sociais. O Stichtagram faz travesseiros à mão, utilizando tecidos estampados com fotos do Instagram. Já a Moo Inc. oferece cartões de visita criados a partir de dados da linha do tempo dos usuários do Facebook.

Frank Rose observa, no entanto, que a contratendência deve ser explorada com cuidado, porque as pessoas não abandonarão o digital, assim como não vão deixar de usar a eletricidade. “Só que as pessoas estão compreendendo que o digital não é tudo. Se você levar em conta que o digital é para eficiência e conveniência e o físico é para sentimentos de permanência, substância e completude – para sentimentos em geral -, você não deve se equivocar”, diz Rose. Resta a cada marca ter sensibilidade para equilibrar essas duas forças.

Fonte: Meio e Mensagem

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