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Leilão do 5G trouxe impacto na demanda por redes privadas

Leilão do 5G trouxe impacto na demanda por redes privadas

Aparelho celular na mão de uma pessoa e os letreiros 5G saindo da tela como magia, monstrando uma tecnologia avançada tal qual o 5G
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Data: 06/04/2022
Veículo: Teletime

Como serviço limitado privado (SLP), as redes privadas – ou privativas – já são uma possibilidade para empresas, mas há uma promessa de novas oportunidades. As vantagens de utilizar o espectro licenciado são, especialmente, o controle de não haver interferências ou sobrecarga na rede, e a promessa de qualidade de serviço. Mas o fato é que a procura tem aumentado significativamente após o leilão do 5G, segundo as empresas que participaram do painel de encerramento do primeiro dia do Fórum de Operadoras Inovadoras, evento organizado por Mobile Time e TELETIME, nesta terça-feira, 5.

Segundo o CEO da NLT, André Martins, o certame, que permitiu acesso ao espectro para prestadoras de pequeno porte (PPP), mudou a percepção dessas empresas a respeito das redes privadas. “O conhecimento mudou e gerou muita demanda. Na hora que eles veem que a rede privada é muito mais acessível [do que imaginavam], se interessaram mais”, destaca o executivo da operadora móvel virtual especializada em Internet das Coisas.

O diretor de operações da Telefónica Tech/Vivo Empresas, Diego Aguiar, diz que o interesse das empresas de médio porte cresceu cerca de cinco vezes após o leilão. Novamente, a compreensão de que os custos não seriam tão proibitivos aqueceu a demanda. “O cliente começa a fazer as contas e vê que não é negócio exorbitante, mas a gente teve aumento expressivo. O mais legal é que os projetos de provedores médios cresceram bastante, não foi só no topo da pirâmide.”

Diretor de soluções integradas da Huawei, Carlos Roseira colocou que houve um aumento significativo de dez vezes, mas que isso partiu de um interesse muito baixo inicial. O executivo coloca que um caminho para que os custos não sejam maiores é o ganho de escala, e por isso sugere o conceito de “kite like core” (“núcleo tipo pipa”), que consiste em ter um core compartilhado e distribuído, próximos ao cliente. “A conta é difícil de fechar, tem que ter escala, que é como as operadoras vão replicar tudo isso de forma rápida, com poucos recursos e investimento mínimo.”

Rede própria

Das empresas do debate, a distribuidora elétrica Neoenergia representava uma cliente em potencial. Contudo, a empresa optou por montar uma operação de rede privativa própria. A empresa atua em cinco estados (RN, PE, BA, SP e DF) e tem 840 mil km de área de concessão e uma base de 15,6 milhões de clientes. “Quando a gente olha para telecom, ela acabou virando core de nossa rede. A gente tem aplicações de missão crítica com aspectos de segurança, confiabilidade etc.”, explica o superintendente de smartgrids, Ricardo Leite.

A empresa fez uma prova de conceito em Atibaia (SP) com LTE privada em parceria com a Nokia, atendendo 75 mil consumidores com 50 equipamentos de rede. Leite explica que a necessidade de conectar equipe de campo, medidores e equipamentos de automação tornam a rede privada atrativa. “A gente vem expandindo o backbone com fibra, então estamos muito próximos da última milha”, declara.

O executivo ressalta, contudo, que a experiência ainda é com 4G, e que por enquanto não há planos para uso do 5G. “Do ponto de vista de equipamento e automação de rede, a gente está observando”, coloca. Mas há previsão de impacto, com a expansão de rede como parte de obrigações para as operadoras, ou com uma possível questão de instalação de small cells, especialmente pela demanda de adensamento da infraestrutura com a faixa de 26 GHz, na discussão já atribulada do compartilhamento de postes.

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