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Média mensal de mortes de jornalistas por Covid aumenta 277%

Média mensal de mortes de jornalistas por Covid aumenta 277%

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Data: 11/06/2021
Veículo: Portal dos Jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realizou live em 9/6 para apresentar as ações que tem feito com o objetivo de lutar pela vacinação dos profissionais de imprensa e garantir a proteção e segurança da categoria na cobertura da pandemia de Covid-19.

Maria José Braga, presidente da entidade, anunciou que a Federação e o Sindicato dos Jornalistas da Bahia entraram com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo a revisão do Plano Nacional de Imunização (PNI) para incluir os profissionais jornalistas.

live apresentou também dados sobre jornalistas que morreram em decorrência do coronavírus. Norian Segatto, diretor do Departamento de Saúde e Segurança da Fenaj, divulga a cada trimestre novos dados do Dossiê de Jornalistas Vitimados pela Covid, elaborado a partir de informações de Sindicatos e veículos.

Em 2021, até 2 de junho, foram registradas 155 mortes de jornalistas por Covid num período de 153 dias, representando um aumento de 277% na média mensal de mortes no comparativo com o ano de 2020.

O mês com o maior número de casos foi março deste ano, com 51 mortes. Os estados com os maiores números de vítimas (ao todo 37,8% das ocorrências) são São Paulo (27), Rio de Janeiro (24), Pará (19) e Amazonas (17).

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT/MS) esteve presente no evento e apresentou o estágio da tramitação do Projeto de Lei de sua autoria que propõe a inclusão de profissionais da imprensa no Plano Nacional de Imunização (PNI). O PL está tramitando na Comissão de Seguridade Social. O político afirmou que diversos parlamentares assinaram pela coautoria ao PL e declarou que tem certeza que a proposta será aprovada quando chegar ao Plenário.

A vacinação de jornalistas já ocorre em Bahia, Maranhão, Mato Grosso e na cidade de Teresina.

Leilão da sede da Fenaj

A Fenaj informou que teve sua sede leiloada em 21/5, como desfecho de uma ação impetrada na Justiça do Trabalho, em 2016, por uma jornalista de Curitiba, para a obtenção da Carteira de Jornalista. Ela, formada em Relações Públicas, recebeu a carteira em 2017. A expedição, no entanto, por falha processual não foi juntada aos autos, o que resultou em multa para a Federação. Advogados da Fenaj vão recorrer da decisão.

Em nota, a entidade escreveu que “esse é mais um caso em que fica evidente que a Justiça nem sempre é justa e que existem profissionais sem absolutamente nenhuma consciência da importância da luta coletiva e da preservação das entidades representativas. A Fenaj vai ficar sem sua sede por causa de uma Carteira de Jornalista, que foi entregue à solicitante. Afirmamos, entretanto, que o leilão da sede não vai impedir que a Fenaj continue à frente do movimento sindical dos jornalistas brasileiros, constituído pelos Sindicatos de Jornalistas e pela Federação. A luta é permanente e busca a garantia de trabalho e vida digna para a categoria, de valorização do Jornalismo e de defesa das liberdades de expressão e de imprensa, do Estado de direito e da democracia”.

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