Medidas de segurança para os jornalistas do Distrito Federal durante a cobertura da Copa do Mundo e das manifestações foram o foco da reunião entre representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sindicato dos Jornalistas do DF, nessa terça-feira, 3.
Preocupado com o aumento da violência contra jornalistas durante o Mundial, o procurador-chefe do MPT-DF, Alessandro Santos de Miranda, disse que enviou uma notificação recomendatória às empresas de comunicação, alertando sobre os deveres e outras medidas.
“O meio ambiente do trabalho compreende o conjunto das condições internas e externas do local de trabalho e sua relação da saúde e segurança dos trabalhadores. É obrigação das empresas jornalísticas o fornecimento gratuito de equipamentos de proteção individual aos comunicadores, além da capacitação para sua perfeita utilização”, explicou Miranda.
Os diretores do sindicato explicaram que a entidade também encaminhou ofício cobrando as empresas de comunicação sobre a obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção. “Defendemos o direito dos jornalistas se retirarem do local se considerar a cobertura perigosa e que as equipes de TV sejam compostas por cinegrafistas com auxiliares. Nossa prioridade no momento é garantir a segurança dos profissionais, não mediremos forças para isso”, afirma o coordenador-geral do sindicato, Jonas Valente.
Em casos de descumprimentos dessas medidas, tanto o sindicato como o MPT podem ser acionados para tomar as providências cabíveis.
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