Desde que Israel deu início à operação militar na Faixa de Gaza, em 8 de julho, nove jornalistas já foram mortos cobrindo bombardeios na região. Em nota oficial, a Federação Internacional de Jornalistas condenou o conflito, que já vitimou mais de mil pessoas.
Segunda a agência EFE, o último jornalista morto no confronto foi Muhamad Daher, do jornal palestino Al Resalah. O profissional morreu nesta quinta-feira (31/7), dias após ter sido atingido por um bombardeio ao bairro de Shayahie.
Num ataque ao mercado popular de Shojayah, um jornalista da rede de TV Al-Aqsa e um fotógrafo da agência palestina PMN também foram mortos. Outro fotojornalista ficou gravemente ferido. Escritórios da EFE, Associated Press e Al-Jazeera foram atingidos por ataques aéreos e artilharia israelense. Sem deixar vítimas, porém.
“Nós expressamos nossa ira e rejeição ao assassinato desses jornalistas, as últimas vítimas desse contínuo ciclo de intimidação, violência e morte contra profissionais de mídia na Palestina”, declarou o presidente da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês), Jim Boumelha.
A entidade afirma ainda que vai entrar em contato com Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, “para lembrar a organização de sua obrigação internacional de proteger jornalistas”.
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