Search
Search

O futuro do CTV é mais mensurável do que você pensa

O futuro do CTV é mais mensurável do que você pensa

Compartilhe:
There is nothing to show here!
Slider with alias none not found.

Data: 28/9/2022
Veículo: PropMark

Convido você para uma aposta amigável: te pago um café se em um ano a grande pergunta dos eventos, na imprensa e nas reuniões de trabalho dentro do mercado publicitário digital brasileiro não for como podemos quebrar as barreiras de interação e atribuição presentes no Connected TV.

A adoção do Connected TV vem crescendo ano a ano, principalmente na região Latino Americana incluindo o Brasil. Segundo o estudo recente da Pixalate, 2022 foi o terceiro ano consecutivo de um crescimento exponencial no consumo do Connected TV, onde só a nossa região cresceu 557% em investimento publicitário.

Essa tendência de crescimento, tanto publicitária como na adoção massiva por parte dos usuários, nos mostra como devemos focar em criar uma experiência realmente inovadora e interativa para as estratégias de branding no CTV, sem deixar de lado o fator mensurável e transparente que a publicidade programática oferece.

Faço essa provocação pois hoje o modo utilizado para ter uma estratégia interativa no Connected TV é por meio de Quick Response Codes, os famosos QR Codes que se popularizaram no meio publicitário nos últimos meses. E não me entenda mal, se podem e se criam ideias e estratégias maravilhosas por meio dessa funcionalidade, mas o que esquecemos é como esse processo é difícil e nada atrativo para o usuário, que se vê em uma espécie de desafio contra o tempo, tentando achar o celular, abrir a câmera e focar no QR Code em menos de 30 segundos.

Uma alternativa para uma experiência mais eficiente ao QR Code, seria trabalhar com estratégias cross-device. Hoje as tecnologias possibilitam a identificação e mapeamento de outros devices do mesmo domicílio em que os anúncios em CTV são veiculados, desta forma, o usuário é exposto ao anúncio em sua TV e depois re-impactado com um call-to-action mais eficiente, possibilitando ao anunciante maiores métricas de mensuração assim como ter uma jornada de comunicação com o usuário de forma fluida e contínua.

Em suma, o QR Code é uma funcionalidade que proporciona uma experiência para o usuário limitada, já que muitos deles não conseguem chegar ao objetivo final da jornada que o anunciante está contando no CTV, e quando chegam é por meio de pesquisa em outro dispositivo. As perguntas que ficam são: como atribuímos essa interação da pesquisa? Como podemos facilitar a experiência do usuário para que ele possa receber a mensagem completa da marca? Como oferecer para o anunciante um melhor retorno no seu investimento? Esses questionamentos devem impulsionar a indústria a buscar e criar uma experiência realmente inovadora e interconectada.

Aliás, no mundo movido cada vez mais por dados e por uma busca constante no melhor aproveitamento do investimento publicitário, os grandes valores que o CTV agregam para as marcas são justamente contar com as métricas estabelecidas nos meios digitais, oferecer a identificação de dispositivos por localização, possibilitar a conexão de DMPs nas soluções para aferir as audiências, realizar segmentações e controlar a frequência não pelo número de inserções negociadas mas pelo número real de impacto e visualizações.

Claro que nem tudo é um mar de rosas, ainda que os ganhos serão, sem dúvidas, imensos para o mercado, haverá um caminho a ser percorrido onde teremos que adicionar uma nova camada de complexidade a ser pensada e implementada pelo mercado, muitos testes precisarão ser feitos para confirmar ou descartar hipóteses e os profissionais de marketing e mídia precisarão se tornar estrategistas cross-screen e multi-screen, pensando nas incríveis possibilidades de impactos ao longo de uma jornada interconectada com os usuários finais.

A boa notícia é que já temos muitos aprendizados e boas práticas vindos da experiência e do amadurecimento da mídia programática e com isso já é possível aplicá-las para o CTV em temas como atribuição cross-channel, extensão da comunicação cross-screen e maior retorno e otimização de investimento.

A aposta está de pé e em um ano, espero que menos, voltamos a nos falar, mas o convite para o café segue de pé.

Taísa Pereira é diretora regional da Mediasmartpara a América Latina

COMPARTILHE:
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
E-mail
Imprimir
TÓPICOS:
Mais Lidas
Tribunais e Ministérios Públicos de Contas manifestam apoio à aprovação do PL das Fake News
STF adia para junho julgamento das ações sobre regulação de big techs
Nova diretoria da AESP foi eleita por aclamação
Rádio se mantém forte como meio de mídia, aponta pesquisa
The New York Times vai receber US$ 100 milhões do Google durante três anos
Informe Abratel

Abratel - Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Atuamos na defesa da radiodifusão no Brasil e trabalhamos para a valorização e promoção do serviço de comunicação mais democrático do país.

Notícias Relacionadas