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Para teles, mudar de banda toda TV aberta via satélite coloca leilão de 5G em risco

Para teles, mudar de banda toda TV aberta via satélite coloca leilão de 5G em risco

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Fonte: Valor Econômico
Data: 26/09/2019

 

A migração de todo o serviço de TV aberta via satélite da banda C para a banda Ku
traz impacto e complexidade elevados para mitigar as interferências da tecnologia
5G sobre esses serviços. Essa solução “coloca em risco o processo de licitação e o
desenvolvimento da tecnologia 5G no Brasil”. A opinião é do SindiTelebrasil,
sindicato que representa as operadoras de telecomunicações.

O posicionamento das teles é uma resposta à proposta que a Associação Brasileira
de Rádio e Televisão (Abratel) apresentou à Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) no dia 18 de setembro.

A Abratel propôs a migração total de banda para que o leilão da faixa de 3,5
gigahertz para 5G tenha continuidade, pois há um impasse. Pelo plano, deverão ser
distribuídos kits aos usuários de TV aberta com recepção por antena parabólica. O
custo estimado é de R$ 2,9 bilhões, a serem pagos com recursos do leilão do qual
participarão as teles.

Para as prestadoras de telecomunicações, há outras soluções alternativas para
resolver o problema de interferência. Podem ser usados filtros nos domicílios
afetados, que o setor estima representar 5% do total com parabólicas, localizadas
nos grandes centros urbanos.

“A solução, portanto, deve ser aquela de menor impacto financeiro e maior
facilidade de operacionalização, não trazendo dificuldades para o processo e
garantindo o uso eficiente dos recursos públicos”, diz o sindicato em nota.

Outra medida adicional ao filtro, apontado pelas teles, é a migração parcial dos
canais de televisão, da parte mais baixa da faixa de frequência para a parte mais
alta, distanciando o serviço de televisão transmitido via satélite da faixa de 3,5 GHz.
Essa medida, somada à expansão da cobertura de TV digital terrestre, já reduziria
em muito as eventuais interferências, segundo as teles.

O setor sugere ainda a substituição do amplificador de sinal das antenas
parabólicas. Problemas de interferência que persistissem seriam tratados caso a
caso.

Novos testes de interferência serão feitos e apresentados às autoridades, diz o
SindiTelebrasil.

 

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