Na última quarta-feira (5/11), o Tribunal de Conduta do Partido Colorado do Paraguai suspendeu “preventivamente” o prefeito da cidade de Ypejhú, Vilmar Acosta, de exercer sua militância após ele ser acusado planejar a morte do jornalista Pablo Medina no mês passado.
De acordo com a EFE, a advogada Rocío Fernández Scholi, titular do Tribunal de Conduta, esclareceu que o órgão interino do partido tomou medida cautelar, que suspende o prefeito da militância até o julgamento oral da própria sigla, que deve ocorrer na próxima sexta-feira (7/11). A ação pode resultar na expulsão definitiva do político.
A investigação preliminar apontou Acosta como “autor intelectual” do crime e seu irmão Wilson Acosta e seu sobrinho Flavio Acosta como autores materiais. Eles também devem responder pela morte da assistente de Medina, Antonia Almada. Todos estão foragidos.
A advogada disse ainda que o Tribunal de Conduta também avalia suspender os poderes de Wilson Acosta, filiado do Partido Colorado, o mesmo do presidente do Paraguai, Horacio Cartes.
Pablo Medina, 53, e Antonia, 19, morreram quando viajavam em um automóvel e foram interceptados por homens armados. A irmã da jovem, Juana Ruth Almada, também estava no veículo e foi a única sobrevivente. Ela reconheceu Wilson Acosta como um dos autores do crime.
O repórter era conhecido por suas reportagens sobre o tráfico de drogas e pelo relacionamento com os poderes políticos em Canindeyú, departamento onde foi assassinado. O Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul e grande parte da droga segue para o Brasil.
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