Segundo o superintendente de Competição, atualmente duas operadoras já respondem por 70% de market share.
O superintendente de Competição da Anatel afirmou, nesta terça-feira (4), que a licitação de 700 MHz permitirá que as operadoras levem a tecnologia 4G a custos menores. Essa pode ser uma saída para evitar a concentração do serviço, que hoje está nas redes das duas operadoras móveis, que já lideram a telefonia móvel no Brasil, a Vivo e a TIM, com 70% do mercado.
Baigorri disse que o investimento em 4G representou 11% de tudo o que foi aplicado pelas empresas ao longo do ano, mas o número de clientes do serviço não chega a 0,5% da base. “Isso indica que a quarta geração é altamente intensiva de capital e o aumento de adições líquidas, também lideradas pelas Vivo e a TIM, depende exatamente de maior cobertura e oferta de devices, que também dependem de mais investimentos”, disse, durante o 36º Encontro Tele.Síntese, que acontece hoje em Brasília.
Baigorri disse que, pelos últimos números do mercado, o 4G cresceu 130% em seis meses, enquanto o 3G cresceu 18%. “Isso quer dizer que o crescimento mais forte está baseado na tecnologia de quarta geração”, disse. Ele afirmou que a tendência de concentração no serviço 4G é maior do que nas outras tecnologias.
Segundo o superintendente, por causa da necessidade de reduzir os custos de implantação da tecnologia, o leilão de 700 MHz é prioridade zero e está consumindo todas as áreas da Anatel. Baigorri disse que outra preocupação da agência é de que uma das premissas do projeto é de que a rede possa atender novas tecnologias, uma vez que o período entre o amadurecimento de um serviço e o surgimento de outro a cada vez será menor. “Assim não será necessário trocar todos os equipamentos novamente”, disse.
De acordo com o cronograma da agência, os testes de campos e de laboratório estão em andamento e devem ser concluídos ainda este mês. Paralelamente, já está em andamento a elaboração da proposta de regulamento de convivência dos serviços. Também já estão praticamente concluídos os replanejamentos da frequência e, por fim, falta a elaboração do modelo de negócio para basear o edital.
Telesintese