Estudo indica que 65% dos consumidores têm interesse em assistir a programas em diferentes dispositivos
Uma nova pesquisa sobre hábitos ligados à televisão divulgada com exclusividade para o Estado revela a coexistência entre modos tradicionais e novos tipos de acesso, como por meio de dispositivos móveis.
Se por um lado 41% usam tablets no quarto para assistir a seus programas de entretenimento e 40% usam smartphones, as televisões aberta e por assinatura ainda são citadas como opção de entretenimento por 96% e 95% dos entrevistados, respectivamente.
O levantamento foi conduzido pela Arris, fabricante de equipamentos de telecomunicações norte-americana que adquiriu em 2013 a divisão da Motorola de produtos domésticos. Foram entrevistadas 10,5 mil indivíduos em 19 países, incluindo o Brasil, onde 500 pessoas foram ouvidas. Só puderam participar pessoas com acesso a serviços de televisão e internet.
“A pesquisa mostra uma demanda significativa de consumidores por acesso personalizado a todas as formas de entretenimento”, avalia Kalia Farrell, porta-voz global da Arris.
O estudo indica que 65% dos consumidores têm interesse em serviços que permitem assistir a qualquer tipo de programa de TV em plataformas diversas, como televisão, tablet, smartphone e console de jogo.
Entre as tendências mais importantes, a representante da empresa destaca a força do fenômeno chamado “binge TV”, ou consumo prolongado e em grande quantidade de televisão. “Cerca de 80% admitem que veem TV dessa maneira de vez em quando”, conta. “Um quarto das pessoas entre 25 e 34 anos fazem isso uma vez por semana”.
Propaganda. A pesquisa traz uma notícia ruim, embora não surpreendente, para anunciantes. De acordo com os resultados, 84% dos espectadores querem pular os comerciais, enquanto 60% gravam seus programas para não ter de assistir aos anúncios.
Além disso, 49% dos brasileiros alegam que a possibilidade de não ter que ver os comerciais é um incentivo para baixarem um programa de televisão. Outros 41% dos participantes da pesquisa em todo o mundo disseram considerar as propagandas em smartphones invasivas.
Apesar do crescimento no hábito de gravar programas, boa parte não é vista: 28% no mundo e 32% no Brasil.
O Estado de S.Paulo
Camilo Rocha