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Varejo não mostra vantagem de 4G no país, diz Qualcomm

Varejo não mostra vantagem de 4G no país, diz Qualcomm

A popularização da tecnologia 4G, que proporciona mais rapidez na velocidade da transmissão de dados móveis, precisa da ampliação de escala e de uma nova postura de todos os integrantes dessa indústria – operadoras, fabricantes de aparelhos, varejistas e consumidores – para acelerar sua transição a partir da rede 3G no Brasil, afirma Cristiano Amon, vice-presidente da Qualcomm Technologies, empresa americana de fabricação de chips.

“A transição do 3G para o 4G ocorreu de forma rápida em outros países e não vemos motivos para isso não se repetir no Brasil. É uma mudança tão profunda quanto a passagem da tecnologia analógica para a digital”, afirma Amos.

O executivo reconhece entre as operadoras e os consumidores o desejo de mais operações no 4G. No varejo, porém, diz não ter visto o mesmo tipo de reação – ele acredita que os vendedores não conseguem traduzir para o consumidor quais as vantagens do 4G em relação ao 3G. “É preciso uma mudança de educação, para que se saiba diferenciar o 3G do 4G.”

Em países como Coreia, Estados Unidos, Japão e China, a transição para o 4G superou as expectativas da Qualcomm. A empresa desenvolve a tecnologia LTE, para dar suporte ao aumento do tráfego de dados no 4G.

Entre as vantagens do 4G estão a maior eficiência no uso da faixa de radiofrequência, a redução do tempo entre o clique ou comando e a resposta (latência), além de melhora na capacidade de cobertura e da redução de custos.

“Se o interesse de todos os elementos da indústria é o de uma operação mais moderna, a diferença de preço despenca. Sem uma visão de escala, porém, o 4G fica restrito aos telefones de ponta”, afirma Amon.

A Qualcomm acredita em uma adoção maciça do 4G no país antes mesmo do início do uso da faixa de 700 megahertz, licitada em leilão em setembro. As operadoras já oferecem o 4G na frequência de 2,5 gigahertz.

“A tendência é a de adicionar cada vez mais espectros, para a quantidade de dados transmitidos ser maior. Há mais de 40 bandas de 4G aprovadas no mundo todo”, diz Amon.

Valor Econômico
Por Tatiane Bortolozi

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