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Velocidade está aquém do desejado

Velocidade está aquém do desejado

O usuário brasileiro de internet sonha com velocidades de acesso muitos superiores às que são oferecidas para rodar aplicações que consomem muita banda. A boa notícia é que a tecnologia já permite atingir dezenas de megabits por segundo (Mbps) de transmissão, no caso de celular, e taxas de gigabits por segundo (Gbps), na rede fixa.

A rede 4 G pode atingir velocidade de pico de 50 Mbps, mas Renato Pasquini, gerente de telecom da consultoria Frost & Sullivan, acha que essa taxa é uma realidade ainda distante do internauta brasileiro. “Nem todos demandam tudo isso de banda. Dificilmente as operadoras vão oferecer essa velocidade no curto prazo”, diz.

Segundo ele, a rede 3G foi padronizada para oferecer velocidades de 1 Mbps, enquanto a 3,5G (também conhecida como 3G Plus ou 3GMax) atinge conexões entre 3 e 6 Mbps e a 4G é oferecida a partir de 5 Mbps, suportando vídeos em alta definição, jogos on-line, videoconferência em tempo real e outros conteúdos que consomem muita banda.

Como a disponibilidade da banda móvel guarda relação direta com o número de usuários conectados porque a infraestrutura da rede é compartilhada, quanto maior a quantidade de conexões, menor a velocidade de acesso. Para evitar que isso aconteça, é necessário instalar mais antenas de acessos, maior oferta de faixa de frequência e a conexão das torres de celular por fibra óptica (o chamado backhoul).

Alberto Paradisi, diretor de gestão e inovação do CPqD, aponta três cenários para permitir o aumento da velocidade: o uso eficiente do espectro, a conexão do usuários a duas estações radiobase (ERBs) simultaneamente e as chamadas redes heterogêneas, na qual há cobertura por duas torres, sendo uma de menor porte, para atendimento dedicado. 

Por Inaldo Cristoni | Para o Valor, de São Paulo
Valor Econômico -Suplemento – Telecomunicações

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