Profissionais de imprensa e veículos de comunicação do Brasil sofreram 173 casos de violência no último ano, entre assassinatos, agressões, ataques, ameaças, detenções, intimidações, censura e condenações. No período anterior o número de casos de violência foi de 136, um aumento de 27%. Os dados foram apresentados ontem, no Relatório sobre Liberdade de Imprensa, apresentado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), na 44ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão, que acontece na cidade do Panamá. O levantamento consiste de dados de Outubro do ano passado até agora.
Violência contra imprensa 2
De acordo com o relatório, foram registradas 66 agressões no período, sem contar com os casos ocorridos durante as manifestações na Copa do Mundo, quando houve 35 caos de violência contra profissionais e veículos de comunicação. Do total, 30 são de registros de agressões e intimidações, a maioria cometida por manifestantes e pela policia. No último ano sete profissionais foram assassinados. Após a morte do cineasta da Band, Santiago Andrade, o governo reforçou as medidas para a segurança de jornalistas nas manifestações, mas os equipamentos de proteção individual, como coletes à prova de balas, capacetes e máscaras antigás não fizeram parte do dia a dia das equipes.
Tribuna Hoje