Pesquisar
Pesquisar

Aprovado relatório contra propostas que regulamentam divulgação de pesquisas

Aprovado relatório contra propostas que regulamentam divulgação de pesquisas

A comissão temática de Liberdade de Expressão e Participação Social do Conselho de Comunicação Social aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (2), relatório contrário a uma série de propostas que pretendem criar regras para a divulgação de pesquisas eleitorais e punir condutas de partidos e coligações durante a campanha.

Segundo a análise feita pelo conselheiro Ronaldo Lemos, é equivocada a maneira como o PL 96/2011 propõe que uma pesquisa eleitoral seja considerada fraudulenta se o seu resultado não for semelhante ao que se verificar nas urnas, sem considerar a liberdade e o direito inalienável de o eleitor mudar de ideia após indicar sua preferência por um candidato num levantamento inicial e por este motivo não deveria ser aprovada pelo Parlamento.

Sobre a PEC 57/2012, do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que veda a divulgação de pesquisas nos 15 dias que antecedem os pleitos eleitorais, o conselheiro acredita ser problemática a proibição em um momento crucial, a poucos dias da eleição. Segundo afirmou, as pesquisas idôneas têm efeito de servir de antídoto a fraudes eleitorais, e a proibição a qualquer uma tornaria o país mais vulnerável e afetaria a soberania do eleitor, além de tocar na cláusula pétrea da Constituição que diz respeito à liberdade de expressão. – As técnicas legislativas propostas não pareceram ser os caminhos adequados para lidar com o tema – afirmou.

Durante os debates, o conselheiro Celso Schröder afirmou que, apesar da recomendação contra as proposições, é preciso debater o problema da manipulação das pesquisas eleitorais, que existe mesmo e não é apenas “teoria conspiratória”. – Ou continuaremos à mercê de pesquisas que são braços partidários e conteúdos dramáticos ou jornalísticos que se alinham a esta ou aquela posição – alertou.

 

O conselheiro Ronaldo também não se mostrou favorável ao PL 7.780/2010, em tramitação na Câmara dos Deputados, que pretende proibir emissoras de rádio e TV a utilizar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio e vídeo contra um candidato, partido ou coligação e também proíbe emissoras de rádio e TV de divulgá-los, ou a filmes e documentários que possam ser considerados prejudiciais ou ofensivos. Segundo Ronaldo, criminalizar trucagens e montagens excepcionalmente durante o período eleitoral não é o caminho. Ele apontou ainda a subjetividade para determinar se obras de ficção ou dramaturgia podem prejudicar quaisquer candidatos. – É um cerceamento exagerado à liberdade de expressão – disse.

 

Por Elina Rodrigues Pozzebom
Agência Senado

COMPARTILHE:
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
E-mail
Imprimir
TÓPICOS:
Mais Lidas
Abratel_Oficio-2-5
Nota de Repúdio e Solidariedade | Lauro Jardim
TRE-PE-Predio-TSE (1)
Eleições 2026: TSE aprova regras para uso de IA e define prazos para emissoras
Banners dia de eleições_810x390
TSE aprova primeiras resoluções para as Eleições de 2026
ANDRE DIAS E WENDER SOUZA NA SET SUDESTE 26
SET Sudeste: setor debate transição para a TV 3.0, ambiente regulatório e novos modelos de negócio
ABRATEL E MINISTRO NAB SHOW
Jantar da Abratel na NAB 26: Ministro das Comunicações recebe convite oficial
Informe Abratel
Loading...
1 2 86

Abratel - Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Atuamos na defesa da radiodifusão no Brasil e trabalhamos para a valorização e promoção do serviço de comunicação mais democrático do país.

Notícias Relacionadas