O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD/SP) conheceu as instalações da Abratel em Brasília/DF. A visita teve como objetivo apresentar o trabalho que está sendo desenvolvido pela Associação, como as ações para combater a desinformação e amenizar os impactos das notícias falsas. O parlamentar foi recebido pelo presidente Márcio Novaes e equipe e, na ocasião, gravou uma breve entrevista no estúdio de Rádio e TV recém-inaugurado na sede. Cezinha falou sobre sua trajetória política, a confiança dos brasileiros no rádio e na televisão e os riscos das notícias falsas.
Deputado, quais são as motivações e as propostas do seu primeiro mandato?
Eu já venho de uma legislatura estadual em São Paulo. Sou baiano de nascença, mas estou há 25 anos na Grande São Paulo. Eu não tinha nenhuma ideia que em algum momento da vida eu seria um vereador ou deputado. Porém, o grupo que eu trabalho, que é a Assembleia de Deus, disse: “Cezinha, você agora vai ser o nosso político no estado de São Paulo”. A partir daí, iniciamos um trabalho na estadual e, posteriormente, o núcleo me acionou para Brasília. Tivemos sucesso em uma eleição muito difícil e agora estamos aqui, trabalhando pelo povo brasileiro.
Cezinha, o senhor é apresentador, radialista e desde os 16 anos de idade está envolvido com a comunicação social. Qual a importância do rádio e da televisão para a difusão da cultura nacional?
Eu tenho dito em todos os lugares: em nenhum lugar do mundo deixou de existir o rádio e a televisão, mesmo com o aumento de todo o tipo de tecnologia. Hoje com a internet você consegue fazer tudo, mas quando eu entro no carro, vou no “botãozinho” para ligar o rádio. E como também tem televisão nos carros, é possível acompanhar o jornal ou o programa de sua preferência. Acredito que por mais que tenha muita interatividade nos próprios aparelhos, a televisão é sempre mais bem-vinda. Tenho visto em todos os lugares que passo. A internet faz parte da nossa vida e não vivemos sem essa tecnologia, mas o rádio e a televisão não deixarão de existir. Não deixou de existir em países como os Estados Unidos, um país de primeiro mundo, então não é aqui que vai deixar de existir.
Como o senhor enxerga a questão da desinformação e das notícias falsas que circulam na internet e os eventuais riscos deste processo para a liberdade de expressão?
A liberdade de expressão não deve ser ameaçada. Ela é importante para um país democrático. Porém, existe hoje uma dificuldade muito grande de você passar credibilidade daquilo que está sendo publicado por conta das chamadas fake news. Ela tem atrapalhado a vida de todo mundo, do grande ao pequeno. Porém, é o que temos para hoje e temos que nos adaptar. Eu não consigo mais começar o dia como antigamente, com aquele prazer de acordar cedo, pegar o jornal e ler as notícias ou abrir, quando começou a internet, os principais portais. Hoje existe uma maior preocupação. Tenho que pedir para a minha equipe pontuar aquilo que é mais importante e que tenha um caminho de veracidade, para que a gente possa estudar o conteúdo e conferir as fontes. O trabalho hoje está dobrado. Não pode “jogar para a frente”, tem que conferir antes. Tem coisas que parecem tão verídicas, são tão bem-feitas, que eu até me questiono se é verdadeira aquela mensagem. Eu tenho dito por onde passo: cuidado com as informações. Verifique a fonte e confira se ela é verdadeira. Não é mais como antigamente. Temos que ter todo o cuidado hoje.
Então, se vem da internet, o cuidado deve ser redobrado…
Exatamente. É um medo muito grande que você adquire da internet. Você tem que realmente olhar a fonte. É aí que está a importância do rádio e da televisão: quando você ouve no rádio ou escuta e vê na TV, é diferente. O profissional está colocando a voz e o rosto dele ali, então é difícil ser fake news. Isto reforça a grande importância do rádio e da televisão na vida do brasileiro por conta do grau de confiança que esses veículos transmitem.
Confira o vídeo da entrevista:
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Antonio Cezar Correia Freire, 45 anos, nasceu em Ipiaú (BA) e mudou para São Paulo em 1991. Nas eleições de 2018, foi eleito deputado federal por São Paulo com 119.024 votos. Anteriormente, foi deputado estadual na capital e no interior paulista. Trabalhando com comunicação desde os 16 anos de idade, o deputado conhece bem a força do rádio e televisão na vida dos brasileiros.
Por Amanda Salviano
Assessora de Comunicação da ABRATEL
(Fotos: divulgação)