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Desoneração da folha de pagamento do setor de radiodifusão será permanente

Desoneração da folha de pagamento do setor de radiodifusão será permanente

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciaram na última terça-feira (27) que a desoneração da folha de pagamento do setor de radiodifusão e mais 55 setores, atualmente contemplados, será permanente.

O anúncio foi feito após Dilma e Mantega se reunirem com 31 empresários no Palácio do Planalto. A política de desoneração teria vigência até 31 de dezembro deste ano. De acordo com o ministro, nos próximos anos a desoneração pode ser estendida a outros setores.

 “A desoneração da folha será permanente daqui pra frente para todos esses setores que são integrados a ela: uma boa parte da indústria, uma parte do serviço e uma parte do comércio varejista. Ao longo do tempo, não este ano, mas para os próximos anos, novos setores serão incorporados, dando mais competitividade a toda a estrutura produtiva brasileira”, disse Mantega. A forma pela qual a desoneração será ampliada ainda não foi definida, segundo o ministro, mas ele avaliou que não será difícil aprovar a iniciativa no Congresso.

A medida é uma estratégia para aquecer a economia e ajudar a indústria diante da crise financeira internacional. Com a medida, o governo reduz a alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o empresário obtenha maior faturamento.

Na semana passada, representantes dos  56 segmentos  apresentaram a Dilma o pedido para que a desoneração fosse mantida e outras demandas, como a mudança no refinanciamento de dívidas com a União, o retorno do programa que estimula as exportações de manufaturados, a permanência do Programa de Sustentação de Investimento e a criação de um programa de renovação de máquinas industriais. Segundo Mantega, essas outras medidas ainda estão sendo analisadas e serão discutidas com os setores nas próximas semanas.

Além dos radiodifusores, participaram da reunião no Palácio do Planalto presidentes e representantes de indústrias de máquinas, têxteis, de construção, empresas de transportes, tecnologia, fabricantes de produtos eletroeletrônicos, de cerâmica, entre outros.

Por João Camilo
Com informações da Agência Brasil
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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