Pesquisar
Pesquisar

Francischini destaca o papel da radiodifusão e defende PL que habilita chip FM em celulares

Francischini destaca o papel da radiodifusão e defende PL que habilita chip FM em celulares

O Deputado Federal Felipe Francischini (PSL/PR), 28 anos, concedeu entrevista para a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) em visita institucional à sede da entidade em Brasília/DF.

Natural de Curitiba/PR, Francischini está em seu primeiro mandato como deputado e comanda a Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos Deputados, principal colegiado da Casa.

Na entrevista, o jovem político ressaltou a importância das reformas estruturais para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social do país e a responsabilidade de presidir a CCJC.

O parlamentar destacou ainda o papel exercido pela radiodifusão no Brasil e se comprometeu a apresentar o seu parecer e colocar em votação, ainda em novembro, o Projeto de Lei 8438/2017 – que obriga a habilitação do chip de rádio FM em aparelhos celulares produzidos ou montados no Brasil.

Francischini também falou sobre os efeitos negativos da desinformação e a necessidade de se combater as notícias falsas, uma das bandeiras da Abratel, e deixou uma mensagem para as nossas associadas.

Confira a entrevista:

Deputado, o senhor está à frente do colegiado mais importante da Câmara, por onde passam projetos de grande impacto para o país, como a Reforma Tributária e a Reforma da Previdência. Quais são as expectativas e melhorias que essas reformas podem trazer para o nosso país?

São duas reformas iniciais importantes. A Reforma da Previdência nós tramitamos e aprovamos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) no começo de 2019 e, recentemente, o Senado Federal finalizou a votação final. Já a Reforma Tributária está nas comissões do Senado e da Câmara para aprovação, também do Plenário, e torço que aconteça logo. Eu espero que a Tributária “ande de uma vez” para que a gente possa tramitar as demais reformas econômicas, como a PEC que regulamenta Regra de Ouro e a PEC da Reforma Administrativa, que é a questão da flexibilização da estabilidade dos servidores públicos. São temas que o brasileiro espera que sejam aprovados nos próximos anos.

O senhor entrou na política muito jovem e hoje preside uma comissão importante. Gostaria que falasse um pouco sobre essa responsabilidade e como o deputado atua para atrair os jovens para a política brasileira.

É uma responsabilidade muito grande, porque nós temos uma pauta de mais de 7 mil projetos na CCJC e também há matérias importantes como segurança pública, combate a corrupção e outras que estão há 20, 30 anos engavetadas. O que eu estou fazendo este ano é criar um ambiente político, com a ajuda da opinião pública, de jovens deputados que estão ocupando o primeiro mandato, principalmente, e que entendem que esses assuntos precisam ser pautados e discutidos, mesmo que determinados temas sejam motivo de reprovação. A responsabilidade é justamente essa: destravar pautas que estão há décadas na CCJC para que esses projetos possam chegar na aprovação final do Plenário.

Eu vejo que a nossa atuação tem sido importante para muitos jovens. Nas redes sociais ou nas entrevistas que eu participo, eles sempre ressaltam essa questão da minha juventude, que no começo foi bastante criticada. Muita gente achava que eu não daria conta da CCJC, mas graças a Deus, com muito trabalho e com a ajuda dos demais deputados da minha equipe, nós estamos quase fechando o ano com grandes aprovações. Todos os projetos mais importantes para o Governo e para o Brasil foram aprovados. Nenhum projeto foi reprovado neste ano de 2019.

O senhor é relator de um projeto relevante para o setor de radiodifusão, o PL 8438/17, que obriga a habilitação do chip de rádio FM em aparelhos celulares produzidos ou montados no Brasil. Explique a importância desse projeto, que irá expandir a cobertura do rádio, uma fonte de informação consumida diariamente por milhões de brasileiros.

Primeiramente, gostaria de ressaltar a importância do rádio para o Brasil. Sempre que eu visito os municípios ou quando faço alguma viagem à trabalho, procuro conhecer as rádios locais para poder me comunicar. Segundo pesquisas pelo Brasil todo, o rádio é um dos meios de comunicação que mais tem credibilidade na informação. O brasileiro, desde o mais idoso ao mais jovem, está acostumado a utilizar esse meio.

Por isso a importância desse projeto, que vai habilitar nos celulares o chip com FM e oportunizar que mais brasileiros possam ter acesso à informação sem gastar seu dinheiro com isso e utilizar dados móveis da sua operadora. Eu vejo que é um clima muito positivo para a aprovação dessa matéria. Eu me comprometi com a Abratel que nesta semana irei apresentar o relatório ao projeto e tentarei votar, ainda no mês de novembro, e encaminhá-lo para o Senado, já que o projeto é conclusivo e não passa pelo Plenário da Câmara.

Na Abratel, nós defendemos que a educação midiática tem o papel de antídoto às fake news. Nós acreditamos que nunca foi tão necessário, nesse ambiente digital e tecnológico, educar para a mídia e para o consumo de informação. Como o senhor vê essa questão?

É muito importante debater a questão das fake news. Nós vemos de todos os lados, em qualquer vertente política que você analisar, qualquer ramo de assuntos de negócios, que estamos nos deparando com notícias falsas. É necessário que a população amadureça o quanto antes, pois eu vejo que é uma questão de educação e tolerância, de você ver uma informação e não “agir com o fígado”, de não sair criticando. O usuário precisa pegar a informação, ainda mais quando ela é polêmica, e pesquisar nos demais meios de comunicação, conversar com os amigos e checar as fontes.

Eu já vi muita reputação de pessoas sendo destruída em virtude das fake news. Essa questão tem que ser debatida não só pelo Congresso, mas por toda a sociedade brasileira, passando, principalmente, pela educação e pela análise das coisas que você lê e consome como notícia. Até mesmo quem usa as redes sociais. É preciso estar atento para não acabar cometendo algum crime ou divulgando fake news e informações falsas para outros usuários.

Qual mensagem o senhor gostaria de deixar para as associadas da Abratel?

Eu gostaria de parabenizar a todos pelo trabalho que vocês exercem nos meios de comunicação. Também gostaria de ressaltar essa questão que nós falamos das fake news. É muito importante que nós passemos para a população brasileira uma informação de credibilidade e um conteúdo com “bastante alçada”. Eu estou à disposição na CCJC de todos os temas que sejam de interesse nacional e dos setores que promovem um bom debate e que estejam fazendo um bom trabalho. Continuarei até o final dessa maneira.

 

          

 

Por Amanda Salviano 
Assessora de Comunicação da ABRATEL
(Fotos: divulgação)

COMPARTILHE:
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
E-mail
Imprimir
TÓPICOS:
Mais Lidas
empregos-comunicacao
Setor de comunicação cria quase 455 mil empregos em 2025
EAF anuncia Gina Marques Duarte como nova CEO
EAF anuncia Gina Marques Duarte como nova CEO
midiacom rj 1
Comunicação é a 2ª maior força econômica do RJ, aponta debate com participação da Abratel
Abratel_Oficio-2-5
Nota de Repúdio | Agressão a jornalistas
NAB SHOW26
Abratel inicia preparativos para a comitiva da NAB Show 2026
Informe Abratel
Loading...
1 2 79

Abratel - Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Atuamos na defesa da radiodifusão no Brasil e trabalhamos para a valorização e promoção do serviço de comunicação mais democrático do país.

Notícias Relacionadas