O secretário de telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, afirmou que na Pasta a tendência é de se preferir a migração dos canais de TV hoje na Banda C para a Banda Ku, a fim de se liberar o espectro para leilões futuros. A informação é do Tele.Síntese.
Para Vitor, a solução abre oportunidade para leilões de mais espectro no futuro. “É importante que se leve em consideração que há a intenção de vender novas faixas no futuro. Portanto pode valer à pena gastar agora um pouco mais para ir para a banda Ku, pois teremos o espectro liberado”, avaliou.
Menezes também defendeu que a migração para a banda Ku resolve um novo cenário surgido com a proposta de leilão apresentada pelo conselheiro Vicente Aquino, da Anatel. Nela, há previsão de lote reservado a pequenas empresas regionais e entrantes.
“Com a proposta do conselheiro Aquino, os pequenos têm a possibilidade de comprar pequenos lotes. Com isso, 5G vai começar no interior. A ideia é de que começaríamos pelos grandes centros, e só depois iríamos para o interior, caso confirmada a proposta atual, talvez não seja mais uma realidade, e se tenha problema com TVRO logo de início”, disse o secretário.
A Abratel celebrou o posicionamento do MCTIC, pois tem defendido desde o princípio que a migração de usuários da banda C para a banda Ku para o futuro uso da faixa de 3,5 GHz é única solução viável frente ao impasse. Atualmente, existem no país 22,1 milhões de residências que dependem da antena parabólica doméstica para ter acesso livre, gratuito e de qualidade à TV aberta. Destes, 11,2 milhões de domicílios devem receber o kit de recepção da banda Ku, por se tratarem de famílias cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal.
Assessoria de Comunicação da Abratel – informações Tele.Síntese
(Foto: Câmara dos Deputados)