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Música, notícias e séries: o que as mulheres brasileiras consomem no digital

Música, notícias e séries: o que as mulheres brasileiras consomem no digital

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Data: 19/05/2022
Veículo: PropMark

Estudo da Nielsen, feito em parceria com a Opinion Box, mostrou que 90% das entrevistadas usam o celular todos os dias

A pesquisa ‘Elas: comportamentos e barreiras’, realizada pela Nielsen no primeiro trimestre deste ano, com apoio da Opinion Box, traz à tona um olhar sobre como o sexo feminino se relaciona com a mídia digital.

90% das mil pessoas que responderam ao questionário online afirmaram que se conectam diariamente na internet e também 90% responderam que utilizam o telefone celular, seguido de 4% de notebook, 3% de desktop e 2% de tablet.

“Fenômeno nas redes sociais, os influenciadores/famosos e vlogs conquistam maior parte da atenção das consumidoras com idade entre 24 e 45 anos. Em amplo crescimento, os serviços de streaming têm conquistado o público brasileiro. A pesquisa também revela que conteúdos on demand são os preferidos por 70% do público entre 24 e 35 anos”, detalha a Nielsen/Opinion Box.

“Muito além de entender os comportamentos de consumo para o setor de mídia e marketing, nosso principal mercado, a Nielsen tem a inclusão como um de seus principais valores. Nos posicionamos usando a nossa técnica de pesquisa para que possamos ter ambientes e mercados mais eficientes, mas que também inclua todas as pessoas. Nos mais de 50 países que a Nielsen está presente, esta é uma questão muito relevante”, explica Sabrina Balhes, líder de measurement da Nielsen Brasil.

Em relação ao consumo de mídia, as mulheres utilizam internet de forma mais assídua; são as que mais acompanham influenciadores e pessoas famosas nas redes sociais, principalmente as que têm entre 24 e 45 anos. Costumam consumir principalmente música, notícias, séries e conteúdo relacionado a saúde e beleza.

“Já na parte da carreira, encontramos os principais pontos de atenção. Em entrevistas de emprego, as mulheres são mais perguntadas sobre terem filhos do que os homens.

Adicionalmente, mais da metade delas relatou que foi perguntado com quem elas deixariam os seus filhos e 23% acreditam que isso atrapalhou a entrevista. Em relação a uma gravidez, 88% delas acreditam que a possibilidade de engravidar é considerada um motivo para não contratá-las. O objetivo é apontar tanto os comportamentos deste público em relação ao consumo de mídia digital quanto às barreiras que enfrentam no mercado de trabalho”, acrescenta Sabrina.

Essas barreiras são muitas, como explica Sabrina. “Nossa pesquisa se aprofundou em entender a ocorrência de dois fenômenos: mansplaining e manterrupting. Quando perguntamos sobre a tentativa de um homem elucidar algo a uma mulher, sem considerar que já o saiba, 48% das mulheres afirmam já ter presenciado mansplaining no trabalho (versus 26% dos homens).

Quando o assunto é interrupção (tanto sobre ser interrompida quanto presenciar outras colegas de trabalho sendo interrompidas), 54% das mulheres reconhecem já terem presenciado manterrupting no ambiente de trabalho”, contextualiza a executiva da Nielsen.

Como isso afeta a publicidade e decisões estratégicas? Sabrina responde: “Dada à crescente atenção que o tema diversidade vem ganhando nos últimos tempos, tornou-se comum ver mais conversas, iniciativas e até campanhas sobre o tema da inclusão. Tudo isso é muito relevante e necessário, porém não se pode restringir a diversidade a mostrar todos os tipos de corpos nos criativos, pois a questão é muito mais profunda do que isso. Quando perguntadas sobre a opinião a respeito de marcas que fazem publicidade apoiando causas sociais, 51% avaliam que tal ação é motivada por interesse próprio e não pela causa em si. Por fim, cabe lembrar que a equidade de gênero é uma questão que só se resolve quando todos tomam parte, não é uma luta apenas das mulheres, mas também das muitas das interseccionalidades envolvidas”.

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