Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Especialistas divergem sobre transmissão de lutas de MMA pela televisão

Seminário promovido pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática reuniu especialistas para discutir o projeto de lei (PL5534/09) do deputado José Mentor (PT-SP), que proíbe a transmissão de lutas marciais não olímpicas pela TV.

Durante o seminário, nesta terça-feira, 27 de agosto, o doutor em educação Ronilson de Souza Luiz apoiou a restrição da veiculação em TV aberta das lutas de Mixed Marcial Arts, o MMA.

Ele citou alguns dos golpes usados no MMA como exemplos de um tempo de barbárie já superado. “Atingir ou morder a orelha do oponente são coisas que, em 2013, não deveríamos estar mais debatendo. Um salto, um obstáculo que nós já deveríamos ter ultrapassado, como nação, como País, como cultura, já deveríamos ter ultrapassado.”

Faturamento das redes de TV
A audiência foi proposta pelos deputados Sandro Alex (PPS-PR), Silas Câmara (PSD-AM), Pastor Eurico (PSB-PE) e Sibá Machado (PT-AC), que destacou o crescimento do MMA no faturamento das redes de televisão de sinal aberto ou fechado. “Nós sabemos que antes de falar se ele tem efeitos benéficos ou nocivos à sociedade e especialmente aos jovens, é que hoje é um grande negócio de transmissão da televisão.”

Sibá Machado acrescentou que o MMA chega a competir com outros grandes esportes, como o futebol. “O MMA ganhou notoriedade por um fator que nos chamou a atenção, pelo seu grau de violência.”

O MMA é a mistura de algumas lutas, como judô, luta olímpica, muai-thai, caratê e capoeira. O presidente da Confederação Brasileira de Mixed Marcial Arts (CBMMA), Elísio Macambira, discordou de quem atribui ao MMA a influência no comportamento violento de crianças e jovens.

Lutadores pacíficos
O perfil dos lutadores profissionais é pacífico, como alerta Macambira. “Dificilmente você vê um atleta de luta envolvido em brigas, em confusão, porque ele é bem preparado e tem consciência de que a força dele e as técnicas desenvolvidas durante o treinamento não permitem agredir ninguém e sim respeitar mais as pessoas.”

O relator do projeto, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), informou ao final do evento que o relatório será apresentado nos próximos dias.

Agência Câmara Notícias

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