Associação Brasileira de Rádio e Televisão

3 amigos em frente à TV assistindo futebol

TV Linear e Pay TV provam relevância no mercado com 205 milhões de espectadores

Mesmo com aparelhos conectados à internet (smart TVs), a TV convencional é referência

A pesquisa Kantar Ibope Media sobre o consumo de vídeo no Brasil, divulgado na última quinta-feira (19), aponta que 205.876.165 dos brasileiros preferem consumir a TV convencional (TV linear e Pay TV). Isso representa 79% do consumo de conteúdo em vídeo no país, sendo as emissoras de TV Linear as maiores responsáveis frente aos 21% representados pelos streamings.

O estudo também registra que 51% da população possui Smart TV e  passam, em média, 5 horas e 37 minutos por dia em frente a aparelho. O alcance colocou o Brasil como o quarto país da América Latina que mais consome esse tipo de serviço. O estudo, chamado Inside Video 2022, releva que a preferência de tela também é a TV convencional, representando 92% do consumo de vídeo por este modelo no país.

Outro dado importante aponta que o consumo de vídeo é feito 33% pela TV e 21% convergem entre TV e online. Já o consumo de vídeo, mesmo os conteúdos de TV Linear ou streaming, conta com 13% de consumo apenas pelo meio online. Quanto às emissoras de TV Linear, 54% das pessoas consomem o conteúdo. O número  representa 93% do consumo mensal, ou seja, a maioria da população ainda passa mais tempo em frente à TV que a outros meios.

“É a TV aberta provando sua força”, disse Márcio Novaes, presidente da Abratel. “A televisão brasileira se mantém há mais de 70 anos, se renovando diariamente e se mantendo popular mesmo com toda a tecnologia, inovação, conteúdo, arte e todo o  profissionalismo dos grandes veículos que hoje são tidos como muito mais modernos que a televisão”. Novaes destaca a união provocada por este meio, “a televisão unifica o país em clássicos do futebol, telenovelas e até com notícias  impactantes. É a partir dela que construímos uma identidade enquanto único país americano que fala português, temos uma cultura e sotaques muito bem definidos enquanto identidade e até mesmo origem. É o que os números da pesquisa refletem”.

Brasileiro passa, em média, 5h37min por dia em frente a TV

Investimento Publicitário

Observando o movimento comercial proporcionado, principalmente, pelas redes sociais, a publicidade em vídeo também cresceu. Segundo o estudo, 63% das publicidades foram feitas em vídeo. Esses investimentos se apresentam em categorias como serviços ao consumidor, vitrines virtuais, telefonia e conectividade residencial, institucional, mercado financeiro, lojas e marcas, mídia online, supermercados, hipermercados e atacadistas, ensino escolar e universitário e outros. As 10 principais empresas de Brand Z cresceram seus investimentos para 70% e as 10 principais empresas de Brand Footprint para 88%.

No 1º tri de 2022, o consumo de TV chegou a 98%

Jornalismo

Só no primeiro trimestre de 2022, o consumo de vídeo dentro de casa chegou a 98%, sendo 65% deste um consumo diário. Com o início dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, o consumo de conteúdo jornalístico cresceu 66%, sendo 25% de produções de emissoras dedicadas exclusivamente ao jornalismo.

A audiência média do consumo mensal se divide entre Jornalismo (25%), Novelas (18%), Programas de Auditório (9%) e Reality Shows (4%). Por apresentar uma ampla programação e por ter credibilidade, essas produções em TV Linear e Pay TV ganham destaque.

51% da população possui smart TV

Serviços de Streaming

Ainda que o crescimento das plataformas online de stream venham  ganhando notoriedade, seu consumo se estabelece com 21%. Ao mesmo tempo, emissoras já consagradas de sinal aberto puxam boa parcela desse tipo de consumo com seus serviços de stream. Parte desse cálculo fica mais expressivo quando o estudo aponta a forma pela qual as pessoas costumam consumir produções audiovisuais. Os dados apontam que 92% utilizam TV/CTV, 6% usam smartphones, 0,2% usam tablets e 1,3% usam desktop.

É notório que em dias de lançamento de produções muito comentadas nas redes sociais e bem divulgadas na TV aberta, os streamings ganham um alto consumo nesses períodos, perdendo no tempo de atenção dos brasileiros a longo prazo/mês. Isso fica perceptível quando analisamos que o consumo de 30 dias ainda é predominantemente da televisão aberta e paga. Essa também é uma interpretação a partir do dado de investimento dos streams em publicidade em vídeo difundida entre TV convencional e internet, que cresceu 243% só em 2021.

Quando perguntados sobre os motivos de assinarem esse tipo de serviço, 47% das pessoas apontam que a variedade frequente de conteúdo e o preço acessível, quando comparado com a televisão por assinatura, por exemplo, são os principais fatores.

O estudo completo está disponível no site.

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