Representantes das emissoras de rádio e televisão e especialistas do setor participaram, nesta sexta-feira (28), em Brasília, do seminário promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre o cenário atual e as perspectivas da radiodifusão comercial no Brasil.
O painel contou com a participação do conselheiro da Anatel, Octavio Pieranti; do diretor-geral da Abratel, Samir Nobre; e do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flôres.
Durante sua fala, Nobre destacou que a radiodifusão vive um momento de transformação, impulsionado pelos novos hábitos de consumo. Segundo ele, a TV 3.0 surge para integrar o ambiente conectado e responder ao comportamento atual do telespectador, que hoje divide sua atenção entre a TV aberta tradicional e as TVs conectadas.
O diretor-geral lembrou que, embora o tempo médio diário de consumo permaneça próximo ao registrado no auge da radiodifusão em 2007, o cenário atual exige mais dinamismo e reação do setor. “A TV aberta continua tendo um impacto enorme, especialmente em grandes eventos, e isso é percebido pelo mercado”, afirmou.
Samir também abordou a diferença de impacto entre campanhas publicitárias na TV e no digital. Segundo ele, mesmo com casos pontuais de viralização online, a força da publicidade televisiva ainda é incomparável em alcance e retenção de atenção. “No digital, o tempo real de visualização é muito baixo. A TV segue entregando campanhas marcantes, que ficam na memória do público. Os meios não concorrem diretamente — cada um tem sua função, mas não dá para comparar as entregas”, completou.

Fotos: Divulgação/Anatel