Data: 16/03/2022
Veículo: R7
Superintendente comercial multiplataformas do Grupo Record vê projeção de crescimento na integração de plataformas da emissora
Integrar todas as plataformas da Record TV – online e offline – para conhecer ainda melhor seus consumidores e fazer uma entrega mais certeira de seus produtos. Esses são os próximos passos e um dos desafios da emissora, sobretudo em seu departamento comercial, para o futuro próximo.
“Já avançamos nessa integração. O que estamos esperando agora é a evolução da TV 3.0 (no Brasil), e, com o software Ginga, vamos depurar melhor quem está nos assistindo e realizar uma entrega ainda mais assertiva”, afirma Alarico Naves, superintendente comercial multiplataformas do Grupo Record, acerca dos objetivos de seu departamento e da emissora.
Reunindo representantes de diversos empresas de mídia, como veículos, agências e os anunciantes, o evento foi uma troca de informações e interações entre os profissionais do setor, a fim de pensar os passos futuros para a comunicação e a mídia no Brasil.
Para conhecer cada vez melhor seus espectadores e internautas, e saber como utilizar com precisão essas informações, Naves explica que, hoje, a Record TV tem a mesma premissa do meio digital.
Ao longo do terceiro de quatro painéis de conversas, que recebeu outros três especialistas, repleta de debates provocadores e com um horizonte de ideias ao setor, o responsável pela área comercial do Grupo Record dividiu mais impressões a respeito dos desafios que as emissoras mais tradicionais enfrentam no país.
“Onde há atrasos – e já está se desenhando – é uma estratificação por comportamento, para conseguirmos ser igual ao meio digital. Mas o alcance ainda está com a gente.”
Posicionamento de marcas
Naves também comentou a respeito da importância do posicionamento de uma marca no mercado, e como contextualizá-la em determinadas mídias.
“Temos que reinventar. Mas, hoje, com o conteúdo, a questão é onde a sua marca está inserida. O que eu posso fazer de diferente para que você seja diferente. Essa evolução, de trocar o quantitativo pelo qualitativo. O sucesso e o futuro da TV aberta está no conteúdo como diferencial, e tudo tem que se somar”, avaliou Naves.
Ao comentar sobre a Record TV, o gestor ponderou que observa a força de alcance da emissora aliada ao conteúdo e, sobretudo, à própria atribuição da mídia: “de onde ela veio, de que forma veio e qual a sua eficácia.”
Como casos de sucesso da emissora, ele cita, ainda, a parceria do Tiktok com A Fazenda e a atual cobertura multimídia do Campeonato Paulista, conteúdos que ganharam leveza, e, assim, se tornaram mais ‘gostosos’ para os consumidores, em sua avaliação.
Glaucia Montanha, CEO da Convert, também presente no painel, ponderou que, nos últimos anos, o meio digital acelerou os debates sobre a precisão e a profundidade dos dados sobre os consumidores em um espaço onde os veículos de imprensa ainda não estavam.
Em concordância, Naves aponta que, o que há dez anos era uma grande expectativa em relação ao conhecimento desses dados, hoje já é realidade.: “O que falta [às emissores] é estratificar as informações e entregar na mesma qualidade e proporção.”
Por fim, o superintendente agradeceu pela participação no evento, apontando à qual direção observa para a emissor: “Foi um painel provocativo, e é bom ser provocado para crescer.”
Ao lado de Naves, participaram do painel 3 do encontro Hermann Mahnke, diretor de marketing Mercosul da General Motors, Glaucia Montanha, CEO da Convert e Head de Digital Business, e Ricardo Monteiro, CEO da Tunad.