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Switch off: Abratel cobra do Minicom estudos conclusivos sobre interferências

Switch off: Abratel cobra do Minicom estudos conclusivos sobre interferências

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Com a notícia sobre a antecipação do desligamento da TV analógica para 2015, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL) solicitou ao Ministério das Comunicações (Minicom) um posicionamento oficial a respeito das possíveis interferências que a tecnologia 4G poderá causar no sinal digital de TV. A solicitação foi feita por meio de ofício encaminhado ao Minicom na última sexta-feira (16).

Preocupada com a perda da população brasileira ao acesso à TV, a associação pediu, mais uma vez, a divulgação dos resultados dos testes realizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Vimos a Anatel realizar dois testes de convivência dos sistemas LTE e TVD na faixa de 700 MHz. O primeiro ocorreu no Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro, em Brasília, e o último, no laboratório CertLAB, em São Paulo. Até o momento a Agência reguladora não tornou público qualquer relatório sobre estes dois testes. Além disso, existe a necessidade de que novos testes sejam realizados, principalmente em dimensões maiores e fora do laboratório”, declarou o presidente da Abratel, Luiz Cláudio Costa.

No documento enviado ao Ministério, Costa, também, salientou que não existem, ainda, estudos que realmente comprovem a inexistência de interferência e, consequentemente, a convivência harmônica entre os dois sistemas. “Não é de nosso conhecimento qualquer estudo conclusivo produzido por nossos órgãos reguladores mensurando a interferência entre os dois sistemas bem como apresentando soluções que possam dar tranquilidade aos radiodifusores”.

Dos receptores
O presidente da Abratel registra, também, a preocupação da associação com a tecnologia dos receptores usados pela população para o recebimento do sinal. “Permanece dúvida se estes equipamentos serão os mesmos já produzidos hoje ou se será necessário a incorporação de tecnologias resistentes a possíveis interferências do sinal 4G/LTE, como por exemplo, filtros mais eficazes. Se a gama de receptores atuais se mostrar suscetível à interferência e a solução apontar para a necessidade de substituição destes equipamentos, o início do switch off previsto para 2015 se tornará infactível”.

Das antenas
Outra necessidade de análise que a associação levou ao Minicom se refere as antenas. “Se for constatado que o Brasil necessite de substituir suas antenas UHF por antenas mais diretivas e com maior ganho, o parque industrial brasileiro teria condições de produzí-las para atender a necessidade de uma região com 93 milhões de habitantes até 2015?

Experiência Japonesa
O Japão, cuja experiência o tornou referência, há mais de dois anos tem pesquisado exaustivamente soluções para o problema de convivência entre os dois sistemas. Conforme estudo já publicado pela Abratel  o governo japonês foi levado a adotar um conjunto de severas e dispendiosas medidas de mitigação das interferências encontradas “Com a consolidação do padrão nipo-brasileiro de televisão digital, graças as contribuições brasileiras ao ISDB-T japonês, torna-se importante uma análise minuciosa das contribuições nipônicas sobre interferência entre o ISDB-T e o IMT na busca por uma solução ao problema que, segundo seus estudos, poderá alcançar o valor de US$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de dólares)”, salientou no ofício.

O pleito dos radiodifusores
Diante das incertezas que ainda giram em torno da questão, a Abratel pediu ao Minicom uma atenção especial na realização de novos testes de convivência e a garantia real de que nem radiodifusores nem a sociedade serão prejudicados no switch off. “Gostaríamos de tomar conhecimento se haverá mais testes que mensurem a interferência mútua entre os serviços de TVD e LTE? Se sim, quando ocorrerão e se haverá prazo hábil para adoção das soluções de convivência harmônica entre ambos os sistemas, até o fim do switch off e implantação das redes 4G na subfaixa de 700 MHz. Não conseguimos vislumbrar a certeza do início do desligamento da televisão analógica em 2015 sem a confirmação, por meio de estudos conclusivos e irrefutáveis, de que não haverá interferência dos serviços LTE na recepção de televisão digital bem como a manutenção da área de cobertura dos sinal de radiodifusão de sons e imagens, que presta um serviço aberto, gratuito e referência internacional de tecnologia”, concluiu o presidente.

Acesse o ofício completo.

Por João Camilo
Ascom Abratel

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