Manaus recebeu, na quinta-feira (27), o encontro regional SET Norte, organizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET). O painel sobre “Atualizações Regulatórias” abriu a programação e colocou em debate a relação entre inovação, políticas públicas e o ecossistema broadcast.
Moderado por Geraldo Cardoso de Melo, representante da SET Regional Sudeste, participaram como palestrantes Severino Júnior, da Anatel; Tawfic Awwad Junior, do Ministério das Comunicações; Luiz Carlos Abrahão, diretor da ABERT; e Wender Souza, assessor técnico de engenharia da Abratel e representante da SET
Centro-Oeste.
Durante a mesa, o Ministério das Comunicações afirmou que a implantação da TV 3.0 exigirá investimentos significativos. Tawfic afirmou que “estamos trabalhando para ter recursos para transmissores. Trabalhamos em múltiplas frentes”, adiantando que o governo trata com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um aporte de 500 milhões de dólares. Segundo ele, a expectativa é que o tema avance em dezembro, com linhas de financiamento apoiadas no FUST, já que “incluímos a TV 3.0 como parte”.
Após a fala do MCom, Wender destacou que o avanço da TV 3.0 precisa estar alinhado à realidade de consumo do brasileiro, especialmente no uso de dispositivos móveis. “Temos cerca de 270 milhões de celulares no Brasil e outros 40 milhões são vendidos por ano. Estes aparelhos são potenciais clientes da radiodifusão, então precisamos definir como vamos fazer a entrega desse conteúdo.” Ele reforçou ainda que “precisamos levar a televisão para o celular”.
O engenheiro da Abratel também chamou atenção para a organização da base técnica da TV 3.0, especialmente no que diz respeito ao canal virtual e ao espectro. Para ele, entender como esses canais estão distribuídos é essencial para evitar distorções. A reorganização da faixa de 300 MHz, agora contínua em 12 canais, “nos ajuda sendo uma faixa contínua, com canais que sejam parelhos”, afirmou, reforçando que diferenças de condições entre canais não podem ser admitidas.
Wender acrescentou que, diante das mudanças tecnológicas, “as regras têm de estar claras, começando o processo de modernização, por isso, as regras devem ser bem definidas pelo Ministério”.

Com informações e fotos da SET/ Fernando Moura e Fernanda Vio