Abratel participa de Seminário sobre Combate à Disseminação de Notícias Falsas

Participantes alertaram sobre necessidade de orientar cidadãos da checagem de informações

 

Especialistas defenderam na quinta-feira (28) a necessidade de conscientizar os cidadãos para adquirir o hábito de conferir uma informação antes de compartilhá-la, principalmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens. A recomendação foi feita durante seminário sobre o combate à disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, promovido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

João Camilo Júnior, representante da Abratel, participou do evento e apontou os principais caminhos para combater a desinformação, como: a valorização do jornalismo profissional, a responsabilização das plataformas digitais e a educação para a comunicação. Para ele, é necessário haver mudanças nas leis para responsabilizar as redes sociais e as plataformas digitais pela disseminação de notícias falsas ou de discursos de ódio.

Camilo ressaltou que as fake news existem desde que o “mundo é mundo”, mas nos últimos tempos tivemos uma potencialização. “A desinformação tem impactos terríveis na saúde, na economia e na democracia. O fato das pessoas terem mais possibilidades de produzir e postar informações é positivo, mas trouxe uma série de problemas para a sociedade. E esses problemas precisam ser sanados. A Abratel defende, de forma contundente, a liberdade de expressão, entretanto, ela precisa vir acompanhada de responsabilidade. Não se pode, sob a égide da liberdade de expressão, falar ou publicar o que se quer e acredita e não se preocupar com a repercussão do conteúdo”, defendeu o represente da Abratel.

João defendeu, ainda, que não dá para esperar o efeito do processo educacional para resolver a disseminação de notícias falsas. “A educação sempre será um excelente caminho para a solução de vários problemas, inclusive este. Todavia, o processo de educação demanda tempo e os resultados chegam a longo prazo. Precisamos hoje  de soluções emergenciais. Por isso, nós defendemos a questão da responsabilidade por parte das plataformas digitais. Nós somos contra a criminalização das fake news, em contrapartida, tem que haver uma responsabilização e comprometimento dos envolvidos”, concluiu o especialista. 

Por Amanda Salviano
Assessora de Comunicação da ABRATEL
(Foto: divulgação)