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Conheça a trajetória e atuação da deputada Rosângela Gomes, a nossa entrevistada da semana

Conheça a trajetória e atuação da deputada Rosângela Gomes, a nossa entrevistada da semana

 

Defesa das mulheres, combate à violência e ao racismo. Estas são uma das bandeiras de Rosângela Gomes, 52 anos, deputada federal eleita pelo estado do Rio de Janeiro e filiada ao Republicanos. A parlamentar conheceu a sede da Associação em Brasília e concedeu entrevista para a TV Abratel. Ela falou sobre a sua trajetória, militância feminina, as principais ações do seu mandato para atender as minorias e o que pode ser feito para resgatar a imagem do Congresso e da Política.

Trajetória pessoal e política

Nascida em Nova Iguaçu/RJ, Rosângela conta que trabalhou como auxiliar em serviços gerais, auxiliar de enfermagem e vendedora ambulante. Filha de mãe empregada doméstica e pai motorista, começou sua luta pela minoria há mais de 20 anos, quando abraçou a causa da juventude menos favorecida e abandonada pela sociedade. Estudou e a batalhou pelo próprio dinheiro e, mais tarde, formou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduou-se em Políticas Públicas e Direito Público pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro.

Rosângela foi vereadora por três legislaturas em sua cidade natal – município onde há 12 anos não havia representação feminina. Depois, foi eleita deputada estadual e, atualmente, exerce o segundo mandato de deputada federal. “Todos os nossos projetos são voltados para a assistência. Quando eu cuido das mulheres, da criança, do adolescente, do idoso, da pessoa da deficiência ou quando eu trabalho e luto para que o orçamento da União nos governos Municipal, Estadual ou Federal contemplem recursos nos três pilares – assistência, saúde e direitos humanos – nós acabamos realizando o sonho de proteger, atender e servir a quem mais precisa. Essa é a nossa identidade e o nosso fundo de pano”, assegurou a deputada.  

Protagonismo feminino

Segundo dados da Câmara dos Deputados, a bancada feminina é composta por 77 mulheres na nova legislatura (2019-2023) – o que representa apenas 5% das cadeiras. A deputada luta para mudar esse cenário, intensificando debates sobre o protagonismo feminino na política em todo o país, e também dialogando com a Casa para que ela possa contribuir e fortalecer esse movimento. “Eu sou responsável pelo Mulheres Republicanas em todo o país e nós fazemos debates em todas as cidades no Norte, no Sul, no Centro e no Nordeste, chamando as mulheres para virem para a vida pública e se filiarem à uma agregação partidária, porque é no Parlamento que nós decidimos a política pública que queremos e desejamos que seja implementada no dia a dia, para a nossa família e pessoas que nós amamos”, avalia Rosângela.

Para a deputada, é preciso alertar as mulheres sobre a necessidade de maior participação no processo político. Neste sentido, ela acredita que o ideal seria ter cota de assento para que a mulher, naturalmente, se filie aos partidos e tenha espaço assegurado no Congresso. “Nós vemos que hoje a maioria da população é feminina. Porém, a mulher em si, não é que ela não queira fazer política. Ela faz de tudo no bairro, na rua e praticamente lidera todos os movimentos. A mulher é diretora de escola, coordena várias ações, mas quando chega no período de se filiar, disputar a eleição e chamá-la para defender aquilo que ela acredita numa gremiação partidária, ela acha que essa função não é para ela e que não irá conseguir. É aí que entra essa lacuna de você ver uma democracia e uma legislação abrangente, nova e com pilares consolidados, mas que é muito diferenciada para as mulheres, principalmente pela omissão”.

A parlamentar faz uma convocação às mulheres. “Quando nós não estamos no Parlamento, os homens decidem por nós. Então, para que isso não aconteça, é necessário que, além de sermos tudo isso que nós falamos, heroínas anônimas, que a gente possa se filiar e disputar as eleições para defender as políticas que queremos para toda a sociedade. O acréscimo de 77 mulheres poderia ser muito maior se tivéssemos esse entendimento. Então, essa é a nossa defesa: sair pelo país chamando essas mulheres para fazer política partidária. Afinal, se não tiver partido, ninguém se elege”, declarou Rosângela.   

Assista a entrevista completa:

 

Por Amanda Salviano 
Assessora de Comunicação da ABRATEL
(Foto: divulgação)

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