Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Painel com apresentação da EAF sobre o Siga Antenado, kits e 5G e representantes da radiodifusão sentados à frente. Dentre eles, o diretor geral da Abratel, Samir Nobre.

SET Expo 2022: Migração para Banda Ku, TV 3.0, mercado de PAY TV e muito mais, veja um resumo dos temas abordados no evento

O evento promovido pela SET, uma associação técnico-científica sem fins lucrativos de profissionais de engenharia, tecnologia, operação, pesquisa e atividades fins, instituições de ensino e empresas, aconteceu esta semana (23 a 25) em São Paulo. Nos painéis, temas como a migração de sinal para a Banda Ku, a adaptação do 5G e as propostas para a TV 3.0 ganharam destaque.

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) esteve, na pessoa de Samir Nobre, diretor geral, no painel Nova Parabólica: A Migração para a Banda Ku. Segundo Nobre, apesar do ritmo de desligamento vir melhorando, como a adoção de uma comunicação massiva sobre o tema para informar a população da mudança e dos seus direitos, a expectativa é que, em breve, a migração correrá “de cruzeiro” até que toda a mudança seja completada.

Além da Abratel, o painel contou com a presença de Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações (MCom), Moisés Queiroz Moreira, conselheiro da Anatel, Leandro Guerra, CEO da Entidade Administradora da Faixa, Luiz Carlos Abrahão, diretor de tecnologia da Abert, e da moderadora Ana Eliza Faria e Silva, gerente sênior do Regulatório de Tecnologia da Globo.

Segundo Martinhão, com a migração de sinal, a população ganha muito mais do que uma melhora na qualidade, como também existe a regionalização dos conteúdos. No entanto, visto como obstáculo, nem todas as famílias integrantes dos programas sociais do governo solicitaram a troca da antena parabólica.

Para isso, é necessário realizar pedido no site da Siga Antenado (sigaantenado.com.br) ou pelo telefone 0800 729 2404. O ministério calcula que 10 milhões de famílias podem se beneficiar. A mudança para a Banda Ku também pode ser entendida como forma de combater a pirataria de canais via internet ou via streaming.

A radiodifusão vem defendendo que o prazo de distribuição dos kits de antena seja prolongado, também, pelo tempo de adaptação ao 5G. Segundo Samir Nobre, quanto mais o 5G estiver presente nas cidades, maior será a busca pela EAF/Siga Antenado. “A partir do momento da massificação do 5G, a população do CadÚnico vai procurar a EAF. Realmente não podemos colocar esse prazo como inscrito em pedra. Estamos em processo de maturação do processo, ainda procurando entender o tempo de massificação das campanhas”, disse. Como o prazo não está determinado no edital, Moisés Moreira afirma que este pode ser revisto, desde que não haja impacto nos custos do projeto.

TV 3.0

O setor de radiodifusão vem estudando as novas tecnologias que permitem maior interação com o usuário de televisão. Com isso em mente, o MCom informou, durante o evento, que uma portaria sobre TV 3.0 deve ser publicada até dezembro de 2022, segundo o diretor de inovação, regulamentação e fiscalização da pasta, Otavio Caixeta.

Segundo Caixeta, as tecnologias para esse avanço já vêm sendo discutidas e consideradas para políticas públicas do ministério. “Nossa ideia é lançar uma portaria até o final do ano dando um Norte, uma direção, para um programa prioritário para desenvolvimento da TV 3.0. E reservando recursos como espectro para isso, para garantir que se possa fazer a transição assim como ocorreu da TV analógica para a digital”, disse Caixeta, segundo o portal Teletime. A convergência entre TV e internet foi abordada pelo superintendente de outorga e recursos à prestação da Anatel, Vinícius Caram.

Segundo ele, a tecnologia possibilita melhores resoluções de imagem e áudio imersivo, além
da customização do conteúdo. Para Caram, é necessário se atentar no movimento mundial em torno do conteúdo via internet para se preparar políticas públicas com a antecedência necessária, abarcando a população como um todo.

PAY TV

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério das Comunicações (MCom) se comprometeram a trabalhar em conjunto pela assimetria regulatória. Segundo o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, “esse paradoxo, de diversos setores regulados disputando com setores não regulados, é reflexo de uma abordagem do estado brasileiro completamente fragmentada, em relação ao digital. Juntos, precisamos repensar qual é a melhor abordagem do estado para abrigar todas estas questões”.  Para ele, a segmentação está presente na divisão das áreas de atuação do MCom e da radiodifusão.

Desenvolvimento da Televisão

O presidente da SET, Carlos Fini, discursou na abertura do evento sobre como a entidade vem trabalhando no desenvolvimento a televisão para que se mantenha competitiva com outras mídias e plataformas de conteúdo. Para ele, o setor da radiodifusão é fundamental. “O setor de radiodifusão tem importância fundamental na sociedade. No Brasil, prevalece sobre outros meios de distribuição. Os outros modelos de consumo de mídia não farão com o que o linear desapareça. Percebo uma oportunidade para complementariedade. Há cada dia, há mais demanda por mais conteúdos e mais consumidores”, disse.

Segundo Fini, a SET tem estruturado comitês e grupos de estudo para além da engenharia do aparelho, como é o caso da adesão a ferramentas que devem possibilitar a TV 2.5 no mercado em breve. Parte deste trabalho vem sendo desenvolvida com o apoio da Abratel e da Abert.

Streaming

Citado em alguns painéis como impulsionador de novos costumes de usuários, além de ser alvo de discussões para a radiodifusão, o streaming também ganhou um painel: Streaming: As placas tectônicas continuam se movendo. O motivo do tema estar presente se deu, principalmente, pelo fato de que o consumo de vídeo online está avançando rapidamente e de modo natural entre brasileiros.

A conselheira da SET e SVP AD Digital, Daniela Souza, citou o estudo da Kantar IBOPE Media, que mostra como o consumo por esse tipo de mídia tem se destacado na “grande tela”, ou seja, TV. Citado como condutor de mudanças, o consumidor foi abordado como foco da radiodifusão no geral. Neste sentido, a atenção ao grande volume de conteúdo tanto online, quanto linear, potencializam a escolha do meio pelo usuário. Ou seja, a facilidade de se consumir conteúdo pela radiodifusão tradicional é similar a atual facilidade de se consumir conteúdos pela internet. Quando questionados se o futuro será um grande acúmulo de conteúdo ou será uma vasta retenção de produção em plataforma própria, os participantes do painel responderam acreditar que um misto dos dois.

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