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Para a Abratel, migração da banda C para banda Ku é única solução para 3,5 GHz

Para a Abratel, migração da banda C para banda Ku é única solução para 3,5 GHz

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A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) apresentou ontem (27), durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), em São Paulo, uma proposta formal para o futuro uso da faixa 3,5 GHz. Atualmente a frequência é usada para a transmissão de canais abertos de televisão pela banda C, recebida nas antenas parabólicas domésticas.

As empresas de radiodifusão reunidas na Associação, que tem entre as principais associadas a Rede Record, Rede TV! e a CNT, entendem que a migração de usuários da banda C para a banda Ku deve ser a única solução viável para o impasse, que tem travado a finalização do edital do leilão do 5G, previsto para o ano que vem.

A visão das TVs é que, indo para a frequência mais alta, compatível com antenas DTH, em linha com a TVRO usada também na Europa e nos EUA, não haverá preocupação futura caso a Anatel decida licitar também a banda C para a quinta geração móvel.

Em sua apresentação no Congresso, o engenheiro da Abratel Wender Souza, afirmou que uma proposta apoiada também pela Abert foi formalizada na última sexta-feira (23) e propôs a migração como solução definitiva. “A depender da interpretação feita do relatório dos testes, há caminhos diferentes. Na visão da radiodifusão, há aspectos que não indicam convivência tão tranquila nos sistemas domésticos”, defendeu.

Testes feitos pela Anatel mostraram que para diminuir a interferência, haveria necessidade de instalação de filtros e novos receptores nas parabólicas domésticas. No entanto, a viabilidade e efetividade dessa alteração ainda é incerta.

“Diversas soluções são possíveis, vai depender do timing da rede 5G em 3,5 GHz. A solução definitiva é migração para Ku, precisaríamos de 250 MHz num mesmo satélite. Temos que finalizar esse estudo. Preliminarmente, seria possível”, avaliou o superintendente da Anatel, Vinícius Oliveira Caram Guimarães, que também estava no evento.

“Se o setor convergir para uma solução definitiva, ainda que seja no médio prazo, única, tendo a Abratel, a Abert, todos os envolvidos acordados em migrar os serviços [da banda C para a banda Ku], uma solução casada, orquestrada, seria o ideal para as redes móveis quanto para os radiodifusores”, ponderou Guimarães.

O consultor de engenharia da Claro, Carlos Alberto Camardell, também se posicionou sobre o assunto na segunda-feira (26), e avaliou que uma migração dos usuários custaria de duas a três vezes mais que a opção da convivência.

O engenheiro da Abratel reconhece que a migração seria sim mais cara que a convivência, mas defende que o caráter definitivo da opção. Segundo projeção feita por Wender, cerca de 11 milhões de residências necessitariam da troca no sistema por se tratarem de famílias cadastradas em programas do governo, a custo médio de R$ 350 por intervenção. Nesse formato, o custo aproximado do processo ficaria entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões a serem pagos com recursos do leilão, conforme a proposta.

Ele também negou que o percentual de residências em grandes centros potencialmente afetadas pela interferência seja ínfimo. “Não consigo perceber preocupação com grandes centros. Boa parte do problema está lá”, argumentou, citando Brasília como exemplo. Confira aqui a apresentação feita durante a SET Expo 2019.

Workshop da Anatel

Na quinta-feira (29), Wender Souza participou do Workshop 5G: Visão das prestadoras de telecomunicações e radiodifusão e, mais uma vez, ele ratificou a importância de garantir o acesso livre, gratuito e de qualidade aos 22 milhões de brasileiros que utilizam a TV aberta. “A banda Ku é uma inovação para o setor. Para nós, não há dúvida: é uma solução definitiva para esse imbróglio envolvendo o leilão do 5G e a radiodifusão”, pontuou o engenheiro da Abratel. Luiz Carlos Abrahão, diretor de tecnologia da ABERT, também participou do painel e destacou que o setor precisar se unir para garantir que a proposição tenha viabilidade e garanta o acesso para os cidadãos que não tem condições de fazer o aporte. “Se é importante para a sociedade, é importante para nós”, assegurou.

 

Por Amanda Salviano
Assessora de Comunicação da ABRATEL
(Com informações da Agência EBC, Teletime e TeleSíntese)
Fotos: Divulgação.

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