O secretário Gustavo Leipnitz Ene, da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, publicou Consulta Pública propondo a alteração do Processo Produtivo Básico (PPB) de televisor com tela de cristal líquido, estabelecido na portaria interministerial MDIC/MCTI nº 186, de maio de 2015.
Pela proposta, 15% dos televisores produzidos no Brasil durante o ano de 2020 e que possibilitem conexão à internet – conhecidos como Smart TVs, deverão dispor do novo perfil do middleware Ginga aprovado pelo Fórum SBTVD. Adicionalmente, a partir de 2021, o novo Ginga deverá estar disponível em 80% dos aparelhos televisores produzidos.
De acordo com texto, quando incorporado nos televisores, o novo Ginga deverá vir instalado, pré-configurado e habilitado de fábrica, garantindo o acesso aos canais de comunicação com a internet disponível.
A resolução atende ao pleito da Abratel, que trabalhou ativamente para a incorporação do novo perfil do Ginga em televisões fabricadas no Brasil. Em maio de 2019, foi solicitado ao Ministério da Economia e MCTIC a alteração do PPB das Smart TVs para que estes aparelhos já saiam da fábrica com essa nova tecnologia incorporada.
Interatividade na TV aberta
O Ginga promete ser uma revolução no jeito de assistir televisão no Brasil. Seu principal objetivo é criar uma experiência inovadora e personalizada de recepção de conteúdos sob demanda, sem sair do ambiente da TV aberta. A inovação será incluída no equipamento de TV, identificado por meio de um logotipo específico que servirá para indicar que o aparelho já possui a nova tecnologia, com acesso a todos os benefícios.
Para Márcio Novaes, presidente da Abratel, a tecnologia é uma oportunidade de criar conteúdos inovadores e exclusivos para milhões de brasileiros que assistem à TV aberta. “Para que a população possa receber essa interatividade, é crucial que sejam disponibilizados no mercado aparelhos televisores capazes de receber e executar a interatividade”, avalia Novaes.
Por Amanda Salviano
Assessora de Comunicação da ABRATEL