Radiodifusão: serviço essencial para combater o Coronavírus

O setor se adaptou ao novo cenário e assumiu protagonismo como fonte de informação segura de milhões de brasileiros

 

Os impactos do novo Coronavírus (Covid-19) foram sentidos no setor de radiodifusão, modificando não apenas as programações das emissoras, mas a forma de consumir conteúdo da população brasileira. Conteúdo gratuito e de credibilidade é o protagonista em tempos de pandemia.  Planos de contingência foram acionados e a mídia precisou rever seu conteúdo e dar mais destaque ao jornalismo, prestando serviço para a população.

A radiodifusão leva serviço essencial a toda sociedade e, acima de tudo, como um meio de comunicação direto das ações dos Governos Federal, Estadual e Municipal e dos Profissionais de Saúde. Neste momento, o jornalismo tornou-se fundamental para as pessoas, tanto para levar informações de interesse público, como para o combate à desinformação, as chamadas fake news, substancialmente nocivas neste momento, principalmente nas redes sociais.

Com o aumento do consumo da internet no Brasil, a população de baixa renda e sem banda larga fixa deve aumentar consumo de dados móveis (acesso pelo celular) e ver franquia acabar antes. Com isso, os veículos de comunicação profissionais são fontes seguras nos próximos meses para disseminar informação qualificada nos lares brasileiros. Não há sistema que consiga propagar conteúdos tão rapidamente quanto a TV, por exemplo. O rádio também não fica para trás. Além da força regional, seu alcance é enorme.

Confiança nos veículos profissionais

Um levantamento do Datafolha realizado de quarta (18) a sexta-feira (20), aponta que programas jornalísticos da TV (61%) e jornais impressos (56) lideram no índice de confiança sobre o tema, seguidos por programas jornalísticos de rádio (50%) e sites de notícias (38%).

Em posição oposta à imprensa profissional, estão os conteúdos que vêm de redes sociais e aplicativos de mensagens. Nas duas plataformas, apenas 12% dizem confiar em informações sobre o coronavírus. Nelas, o índice dos que dizem não confiar nas informações atinge 58% (WhatsApp) e 50% (Facebook).

Outro estudo, realizado pela MindMiners, reforça que os meios de comunicação da imprensa profissional são vistos pela população como os mais confiáveis na divulgação de informações sobre a crise do novo coronavírus.

O levanto mostra que a epidemia tem incentivado 82% dos entrevistados a buscar notícias pelo menos uma vez ao dia. Aponta ainda que 53% revelam ter “aumentado consideravelmente” a frequência do consumo de informação. Sites de notícias (77%), TV aberta (76%) e redes sociais (64%) são os maiores fornecedores de informações.

Entretanto, 44% dos entrevistados afirmam que o conteúdo que chega via redes sociais é “pouco ou nada” confiável. O baixo índice de confiança nas redes sociais mostra que as pessoas sabem que precisam questionar as informações o tempo todo. Para isso, recorrem aos meios tradicionais. Há uma diferença muito marcante na importância dos grandes veículos de imprensa na produção de conteúdo, aponta o estudo.

Reconhecimento do Governo Federal

No último domingo (22), o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) o Decreto 10.288/2020, que define as atividades e os serviços relacionado à imprensa e comunicações como essenciais.  O Decreto atinge veículos de comunicação públicos no âmbito federal, estadual, distrital e municipal, os veículos privados e pessoas físicas.

A imprensa é apontada como um elemento chave no fornecimento de informações para combater a propagação do Covid-19. São consideradas essenciais as atividades e os serviços relacionados à imprensa, por todos os meios de comunicação e divulgação disponíveis, incluídos a radiodifusão de sons e de imagens, a internet, os jornais e as revistas, dentre outros.

 

Assessoria de Comunicação da Abratel
Por Amanda Salviano