Search
Search

MCom amplia capilaridade do rádio e cria instrumentos para fortalecer setor

MCom amplia capilaridade do rádio e cria instrumentos para fortalecer setor

No ano em que o rádio completou 100 anos, o setor sai mais fortalecido e preparado para se manter pelas próximas décadas como um meio de comunicação relevante para os brasileiros
There is nothing to show here!
Slider with alias none not found.

Entre as principais medidas adotadas para a evolução dos serviços de radiodifusão sonora estão a desburocratização de processos, criação do Serviço de RTR na Amazônia Legal e publicação do PNO de rádio comunitária

A recriação do Ministério das Comunicações (MCom), em 2020, propiciou avanços importantes para o setor de radiodifusão. Ao longo da gestão, foram adotadas uma série de medidas e publicadas portarias que contribuíram para desburocratizar processos e ampliar a oferta de serviços por todo o país. A Secretaria de Radiodifusão (Serad) do MCom analisou mais de 36 mil documentos que tratam, principalmente, de outorgas para serviços de TV, rádios e migração OM-FM.

As ações beneficiam radiodifusores e a população, que cada vez mais tem acesso à informação com qualidade. Assim, no ano em que o rádio completou 100 anos, o setor sai mais fortalecido e preparado para se manter pelas próximas décadas como um meio de comunicação relevante para os brasileiros. “Foi uma entrega de todo o time que temos no Ministério e ouvindo a todas as entidades. Acredito que demos mais vida longa para este ramo que é tão importante”, enfatiza o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Com iniciativas, como a criação do Serviço de Retransmissão de Rádio na Amazônia Legal e o novo Plano Nacional de Outorgas (PNO) das Rádios Comunitárias, o MCom ampliou a capilaridade do rádio: novas emissoras poderão ser ativadas em localidades que não contam com rádios FM ou com o serviço comunitário. O Ministério também executou ações para garantir que aparelhos celulares contem com receptores FM.

Hoje, o Brasil tem mais de 4,2 mil rádios FM com outorgas vigentes e mais de 1 mil que operam em AM. Em todo o país, são quase 5 mil rádios comunitárias ativas. “O rádio é o meio de comunicação de massa mais democrático. Resistiu a todas as mudanças e se modernizou em todas elas. Sempre foi um instrumento de união nacional”, ressalta o secretário de Radiodifusão, Maximiliano Martinhão.

Relembre as principais ações para o setor de radiodifusão:

DESBUROCRATIZAÇÃO DE PROCESSOS

Desde 2020, o MCom trabalha na alteração de regras para simplificar procedimentos para obtenção, renovação e alteração das outorgas e licenciamento de estações. Já foram publicadas uma série de decretos e portarias que desburocratizam os processos, flexibilizam o pagamento de outorgas e alteram regras para radiodifusão na Faixa de Fronteira.

As primeiras portarias do Ministério foram publicadas em novembro de 2020 para facilitar o licenciamento de estações. Recentemente, o MCom estipulou regras para o parcelamento do preço público das outorgas, uma reivindicação antiga dos radiodifusores que garante mais segurança jurídica e a continuidade dos serviços prestados.

Também foi lançada na plataforma GOV.BR o serviço de Alteração Técnica de Estação Transmissora de Radiodifusão Comunitária (RadCom). Por meio do sistema, inteiramente virtual, radiodifusores podem solicitar mudanças de forma simplificada e digitalizada. A estimativa é que o tempo de espera para os serviços seja reduzido em até 80%.

A Pasta abriu, ainda, consulta pública para elaboração de portaria que trata dos Organismos Certificadores de Radiodifusão. O objetivo da criação dos OCR é otimizar os procedimentos de análise e permitir uma tramitação mais ágil dos processos administrativos de radiodifusão.

SERVIÇO DE RETRANSMISSÃO DE RÁDIO (RTR) NA AMAZÔNIA LEGAL

A regulamentação do Serviço de RTR na Amazônia Legal, em 2020, permitiu que a programação de rádios FM chegasse a áreas remotas dos estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins. Ao todo, mais de 12 milhões de pessoas serão beneficiadas. Além de levar informação, cultura, entretenimento, o serviço fomenta investimentos e geração de empregos nas localidades.

Foram publicados dois editais de chamamento público para o serviço. O primeiro em setembro de 2020 e o segundo em abril de 2022. Ao todo, são contemplados 279 municípios, dos quais 182 (65%) não tinham nenhuma emissora FM ativa. Em muitos casos, as informações importantes para a população eram veiculadas por meio de carros de som. O MCom já autorizou 94 emissoras a prestarem o serviço – 62 no Amazonas, 28 no Acre e 4 em Rondônia.

RÁDIOS COMUNITÁRIAS

O segmento de radiodifusão comunitária teve atenção especial, nesta gestão. Em dezembro de 2021, o MCom lançou o novo Plano Nacional de Outorgas (PNO) para ampliar a oferta do serviço no País. São contempladas 432 cidades de todos os estados brasileiros; destas, 237 ainda não possuem nenhuma rádio comunitária.

Já foram publicados três editais em março, maio e dezembro que somam 216 municípios. Ao final de todo o processo de seleção, o MCom estima que 70% das cidades brasileiras terão pelo menos uma emissora de radiodifusão comunitária. Atualmente, são quase 5 mil rádios comunitárias ativas.

FLEXIBILIZAÇÃO DA VOZ DO BRASIL

O MCom publicou em outubro de 2020 a Portaria nº 1.024 que estabelece regras para flexibilização ou dispensa de retransmissão do programa A Voz do Brasil. Conforme as mudanças, em determinados eventos as emissoras poderão alterar o horário de retransmissão do programa ou serem dispensadas. As datas em que a medida poderá ser aplicada serão definidas por meio de consultas públicas realizadas anualmente.

RECRIAÇÃO DA COMISSÃO DE LICITAÇÃO

Para analisar os processos relativos às emissoras comerciais que aguardavam respostas, o MCom criou, em março de 2021, a Comissão Permanente de Licitação de Serviços de Radiodifusão. Os primeiros resultados dos editais de concorrência de rádios FM que estavam represados começaram a ser publicados em outubro do ano passado.

Neste ano, foi aberta uma consulta pública sobre o lançamento de editais de licitação para o serviço de radiodifusão comercial de FM. Foram registradas, 776 manifestações relacionadas a outorgas para rádios FM. As informações subsidiarão a elaboração de um Plano Nacional de Outorgas (PNO) para a radiodifusão comercial.

MIGRAÇÃO AM-FM

Já foram publicados 1.044 Termos Aditivos que permitem emissoras adaptarem a outorga de AM para FM. O número representa 62% de todos os pedidos de migração recebidos. Ao longo da gestão, o MCom criou instrumentos para avançar com a análise dessas demandas. Em fevereiro de 2021, foi publicada portaria que estabeleceu novos critérios para regularizar a adaptação das outorgas. Também foram reabertos prazos para que emissoras AM entrassem com o pedido de migração e quitassem os débitos.

BANDA FM ESTENDIDA

Diante da demanda das rádios AM para operarem em FM, o MCom atuou para estender a faixa e garantir mais espaço na frequência de 76,1 FM a 87,5 FM. Em maio de 2021, a nova banda foi inaugurada e dez emissoras passaram a transmitir a programação na nova frequência. Atualmente, já são 13 estações operando.

FM NOS CELULARES

O MCom publicou, em maio de 2021, portaria para garantir que a recepção de rádio FM esteja habilitada em telefones celulares produzidos e comercializados no Brasil. A medida busca garantir que cada vez mais brasileiros possam ter acesso às emissoras FM, sem necessidade de conexão à internet.

*Com informações do MCom

COMPARTILHE:
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
E-mail
Imprimir
TÓPICOS:
Mais Lidas
ANATEL-fachada
Anatel intensifica combate à pirataria e equipamentos não homologados
Abratel_Oficio-2-5
Nota de Repúdio | RECORD Bahia
Wender evento AESP
Abratel participa de seminário sobre fiscalização em emissoras de radiodifusão
banner brasil antenado
Em nova fase, MCom lança o Brasil Antenado com instalação gratuita de parabólicas digitais
woman-with-remote
Mais de 1000 cidades terão sinal analógico de TV desligado até dezembro
Informe Abratel
Loading...
1 2 66

Abratel - Associação Brasileira de Rádio e Televisão

Atuamos na defesa da radiodifusão no Brasil e trabalhamos para a valorização e promoção do serviço de comunicação mais democrático do país.

Notícias Relacionadas