A evolução para a TV 3.0 no Brasil marca a maior transformação do setor desde a digitalização. Em um bate-papo no videocast MConta+, do Ministério das Comunicações, o diretor-geral da Abratel, Samir Nobre, ao lado do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Flôres, e do secretário de Radiodifusão da pasta, Wilson Wellisch, detalharam como a nova geração da TV aberta será marcada pela interatividade e por novos modelos de negócios.
Para Samir Nobre, o desenvolvimento dessa nova tecnologia é uma prioridade estratégica para a preservação da identidade nacional: “Quando a gente fala de comunicação, a gente está falando acima de tudo de soberania”.
Nobre reforçou que a excelência técnica do país é o alicerce para essa transição, garantindo nossa independência no cenário digital. “A televisão brasileira, a gente pode falar sem sombra de
dúvida, sem humildade nenhuma, de que é a melhor televisão do mundo”, afirmou o diretor.
Ele explicou que a TV 3.0 vai além da qualidade de imagem, trazendo uma interatividade que permitirá o T-commerce (transações comerciais via controle remoto) e a personalização da experiência do telespectador.
No campo das oportunidades comerciais, Samir Nobre explicou que a inovação vai criar uma relação mais direta entre anunciantes e consumidores, permitindo campanhas mais segmentadas e conectadas ao perfil de cada público.
A transição, no entanto, exigirá um esforço estrutural robusto. “Nós somos uma indústria muito forte. Estamos estimando em cerca de R$ 20 bilhões de investimentos diretos no Brasil”, revelou o diretor-geral da Abratel, consolidando os novos modelos de negócios da radiodifusão.
O presidente-executivo da ABERT, Cristiano Flôres, reforçou essa visão destacando a liderança histórica do setor no mercado publicitário, o que garante a solidez necessária para sustentar os avanços de forma gratuita para a população.
Essa gratuidade e facilidade de acesso serão asseguradas por inovações como o 5G Broadcast, que levará o sinal aos dispositivos móveis. “O 5G Broadcast não vai gastar dados móveis, justamente porque ele permite fazer a transmissão de um para muitos”, explicou o secretário Wilson Wellisch.
Essa integração também transformará o aparelho em um portal direto de cidadania, como destacou Flôres: “Televisão também não pode ser um serviço público essencial? Vamos criar um aplicativo que vai ter destaque dentro do ambiente da televisão 3.0, que a população pode acessar os serviços públicos”.
Ao projetar o cenário após a implementação da nova tecnologia, que consolida a radiodifusão no ambiente digital de forma robusta e independente, Samir Nobre cravou: “Vida longa àradiodifusão brasileira”.
Para conferir o bate-papo na íntegra, acesse os episódios completos nos links abaixo:

Por Amanda Salviano; Fotos: Youtube/MCom