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Abratel marca presença na SET Expo 2023

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Associação debateu a chegada da TV 3.0, a assimetria regulatória entre os veículos de comunicação profissionais e os veículos provenientes das plataformas digitais e migração das parabólicas

 

Entre os dias 7 e 10 de agosto, representantes da Comunicação e da Radiodifusão brasileira se reuniram no SET EXPO 2023, em São Paulo, o maior evento de tecnologia e negócios de mídia e entretenimento da América Latina.

O presidente da Abratel, Márcio Novaes, participou da abertura oficial e do painel “O Projeto TV 3.0 para o Brasil” ao lado do ministro das Comunicações, Juscelino Filho; do conselheiro da Anatel, Moisés Queiroz Moreira; dos presidentes do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) , Raymundo Barros, da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão), Carlos Fini, e da Abert, Flávio Lara Resende; e do diretor de Assuntos Institucionais e Regulatórios do SBT, Roberto Franco.

O tema da vez desta edição foi a TV 3.0. A tecnologia é objeto de discussão há anos, mas voltou com força à pauta em função da publicação, em abril, da política pública nacional. Essa política estabeleceu um novo patamar para o debate sobre a TV do futuro e criou um calendário de decisões que moldarão a implantação do novo sistema.

Para o ministro das Comunicações,  a nova geração de TV Digital integrará o conteúdo transmitido pelo serviço de radiodifusão à internet, criando modelos de negócios e empregos.

“A Radiodifusão tem uma longa história no país desempenhando um papel fundamental na disseminação de informações culturais e entretenimento para a população. Ao longo de décadas, os veículos de comunicação tradicionais como rádio e televisão têm sido parte intrínseca da vida cotidiana dos brasileiros moldando opiniões, promovendo a identidade cultural e contribuindo para a construção de uma sociedade informada e participativa”, afirmou Juscelino.

Ele destacou a criação do Grupo de Trabalho para regulamentação e implementação do sistema e disse que, tal qual foi feito com relação à TV Digital, o Brasil tem tudo para se tornar referência também na TV 3.0. “Ao fim de 2024, teremos uma definição quanto ao melhor padrão e a melhor tecnologia”, pontuou Filho.

Márcio Novaes, presidente da Abratel, ressaltou a importância de políticas públicas para o setor de radiodifusão e defendeu que é preciso urgentemente de uma regulamentação eficaz para solucionar o desequilíbrio regulatório entre os veículos de comunicação profissionais – como rádio e TV – e os veículos provenientes das plataformas digitais.

“Temos mais de mil projetos de lei que querem interferir no nosso dia a dia, querem botar regra no nosso conteúdo, e a gente só se defende. Enquanto isso, as plataformas digitais estão aí, nadando de braçada. Não têm regra, nada produzem, faturam com publicidade horrores, com conteúdo podre e com publicidade criminosa”, declarou Novaes.

Para o jornalista e advogado, as empresas de rádio e televisão obedecem às leis do Brasil e investem alto para entregar conteúdo de qualidade e gratuito à população. “Devemos valorizar os produtos culturais brasileiros, feitos por brasileiros e exportados para dezenas de países”, concluiu.

Avanços no processo de migração da Banda C para a Banda Ku

Para apresentar um balanço dos avanços dessa migração, o Congresso do SET EXPO 2023 organizou o painel “Migração das parabólicas: o começo do fim” com alguns dos principais nomes à frente dessa demanda. A mediação da conversa foi feita por Wender Souza, assessor técnico de engenharia da Abratel e representante da Regional Centro-Oeste da SET, e Luiz Carlos Abrahão, Diretor de Tecnologia da Abert.

Souza iniciou contextualizando que a implementação do 5G na faixa de 3.5GHz poderia interferir na recepção de antenas parabólicas de 18 milhões de residências que operam na Banda C. Por isso, o Edital do 5G determinou que os adquirentes dessa faixa custeassem a migração para a Banda Ku. Abrahão, por sua vez, reforçou a importância de proteger a recepção de satélite, que atende a milhões de famílias que têm nesse canal sua principal fonte de acesso à informação, entretenimento e cultura.

Para explicar os avanços conquistados até o momento, foram convidados a falar Alfonso Aurin, sócio-diretor da Aurin, Ana Eliza Faria e Silva, gerente sênior do Regulatório de Tecnologia da Globo, e Antonio Parrini, diretor de operações da EAF (Entidade Administradora da Faixa).

Aurin destacou que a migração para a Banda Ku é também uma importante ferramenta de expansão de cobertura, especialmente em cidades com até 20 mil habitantes, um universo de 3.797 dos 5.570 municípios brasileiros, segundo dados do IBGE. Falou também das vantagens da Banda Ku, como, por exemplo, antenas de dimensões menores e que dispensam uso de filtros, têm disponibilidade no mercado interno e facilidade de instalação.

Silva ressaltou a movimentação do setor em se organizar para atuar com agilidade e encontrar e implementar uma solução para a Banda C. Revelou que entre junho de 2022 e junho de 2023 foram ativados 2,2 milhões de novos receptores. “A migração vem em um ritmo médio de 100 mil ativações por dia”.

Com 1.712 cidades atendidas até o momento, Parrini trouxe números atualizados da EAF, como a desocupação e migração de 15 mil estações FSS e implantação de 6 infovias com 10 mil quilômetros na região amazônica.

Assessoria de Comunicação da Abratel
Com informações e fotos da SET e do MCom

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